Por Leonor Moucho Diogo, head of Marketing & Communication Jean Louis David & The Barber Company
No panorama actual, marcado pela aceleração tecnológica, pela digitalização e por mudanças profundas nos modelos de negócio, falar de capital humano é, inevitavelmente, falar de aprendizagem contínua. Conceitos como upskilling e reskilling deixaram de ser tendências para se tornarem necessidades estratégicas, tanto para profissionais quanto para organizações, como a nossa, que pretendem manter-se atraentes e competitivas.
O upskilling ou reskilling transportam-nos para a necessidade imperativa de disponibilizar e difundir conhecimento junto do talento que retemos e recrutamos. Ambas as abordagens são fundamentais num mercado de trabalho onde as funções desaparecem, se reinventam ou surgem a um ritmo sem precedentes. No fundo, queremos aperfeiçoar a arte dos nossos profissionais investindo no acesso contínuo às melhores tecnologias ao mesmo tempo que os desafiamos a aprender novas aptidões mesmo que isso signifique que tenham que sair da sua zona de conforto.
É urgente sermos ágeis na resposta aos desafios relacionados com Recursos Humanos e as suas qualificações. Hoje, não basta dominar competências técnicas específicas, mas é, sim, crucial desenvolver um conjunto equilibrado de perícias, noções e técnicas.
A criação de um espaço físico onde a formação se funde com áreas sociais, nomeadamente de convívio e de partilha, foi para nós uma prioridade. O projecto ACADEMIA LAB em Lisboa, que abriu portas em Janeiro deste ano, veio proporcionar às nossas equipas este encontro regular entre profissionais da área e tem como principal objectivo incentivar sessões multidisciplinares que enriquecem os perfis que fazem parte da nossa estrutura. Neste espaço, que junta as três marcas do grupo em Portugal – Jean Louis David, The Barber Company e Cortes de Lisboa – promovemos não só formação técnica e prática, mas também oferecemos módulos de temas complementares e não menos importantes que valorizam a experiência junto dos nossos clientes tais como: atendimento ao cliente, ferramentas de office ou técnicas de vendas.
Interessa investir nos novos perfis com formação introdutória e basilar sobre todos os elementos, mas não se pode desvalorizar o talento maduro que vai ficando na estrutura e que deve ser reinventado. Ao promover esta tipologia de programas de desenvolvimento, aumentamos não só a qualificação das equipas, como também efectivamos uma cultura de aprendizagem permanente.
Mais do que acompanhar tendências, é crucial conseguir antecipá-las. Enquanto grupo líder de cabeleireiros em Portugal existe, evidentemente, um interesse ininterrupto na inovação do sector e tendências subjacentes. Estas novas áreas de negócio exigem dos profissionais um acompanhamento constante da tecnologia e melhores práticas que definem, finalmente, o sucesso ou não destes serviços.
Ao apostar no upskilling e no reskilling, incentivando os profissionais e fomentando de forma estratégica a progressão de carreira interna, consolidamos a sustentabilidade do crescimento das marcas. A valorização das pessoas deixa de ser uma realidade distante e passa a ser uma prática integrada na estratégia do negócio.
Em última análise, investir nas competências dos Recursos Humanos é pensar no futuro e na diferenciação da relação que os clientes têm com as marcas e os seus serviços. A formação profissional valoriza, infalivelmente, a profissão de um cabeleireiro e atribui credibilidade e segurança ao sector e, respectivamente, aos negócios que neste estão presentes. Queremos contribuir de uma forma muito prática e objectiva para um mercado profissional mais preparado, instruído e capaz de enfrentar os desafios que ainda estão por vir.














