Rogério Campos Henriques: «Os novos desafios multiplicam-se na volatilidade e incerteza de um mundo cada vez mais ambíguo e complexo»

«As mudanças vertiginosas verificadas na última década, sobretudo a nível tecnológico e científico, moldaram as nossas vidas e criaram novos desafios que se multiplicaram na volatilidade e incerteza de um mundo cada vez mais ambíguo e complexo.»

 

Por Rogério Campos Henriques, presidente da Comissão Executiva da Fidelidade

 

Após a fusão de quatro marcas históricas – Fidelidade, Mundial, Império e Bonança – e com a entrada da Fosun no capital da Fidelidade, em 2014, nasceu no mercado uma marca líder, sólida mas sobretudo experiente, inovadora, com uma vontade constante de se superar e de estar próxima das pessoas.

De facto, a última década consolidou a cultura Fidelidade, provavelmente para sempre, como uma organização feita de pessoas para pessoas. Se as nossas pessoas são o nosso maior e mais valioso activo, os nossos clientes estão no centro de todas as nossas atenções.

O nosso propósito – “Para que a vida não pare” – consubstancia-se no dia-a-dia de todos os que pensam e fazem a Fidelidade, apoiados numa valiosa herança de sólidos valores.

Hoje somos uma marca internacional com colaboradores em quatro continentes e contamos com uma das maiores redes de distribuição do país servindo 2,3 milhões de clientes.

A transformação digital, com a introdução de novas ferramentas e canais de distribuição, ajudou igualmente na criação de produtos e serviços inovadores, em novos ecossistemas centrados nas pessoas, como foi o caso da Medicina online lançada pela Multicare.

Paralelamente, evoluímos nas formas de trabalhar. Começámos a edificar uma filosofia agile, rejuvenescemos a nossa estrutura, atraímos novas pessoas para o nosso projecto, demos passos na melhoria das nossas práticas na gestão de pessoas, consolidámos a nossa cultura e o espírito “Wecare”, como factor de união entre os mais novos e os mais experientes. Os programas de atracção de talento e de valorização da experiência são bons exemplos de uma cultura Fidelidade que respeita e valoriza os seus mais de 200 anos de história com os olhos no futuro.

A pandemia que está a marcar o início desta nova década, veio provar que a resposta das nossas pessoas, pelo seu comprometimento, responsabilidade e espírito de equipa, é um enorme motivo de orgulho. Gerir pessoas à distância, remotamente, não foi fácil e muito menos colocar todas as pessoas em regime de teletrabalho de um dia para o outro, no meio de uma situação que a todos causou perturbação, dúvidas e medo. Esta foi uma oportunidade única para demonstrarmos a nossa forma de estarmos no mundo, os nossos valores e porque somos diferentes, em experiência, em inovação, em superação e também, mesmo que remotamente, em proximidade com as pessoas.

Esta última década leva-me a acreditar num futuro cheio de oportunidades e novas dinâmicas para a Fidelidade. Uma organização gerida pela velha máxima liberdade/responsabilidade, em que, por exemplo, uma gestão acurada e consciente das metodologias de teletrabalho poderá trazer ganhos acrescidos, quer para a empresa, quer para os colaboradores, com aumento do bem-estar e uma gestão equilibrada da vida pessoal e profissional; uma empresa de equipas multidisciplinares em que as novas gerações aprendem com as mais experientes, mas também ensinam, numa óptica de mentoring e reverse mentoring; uma empresa em que o caminho profissional é construído por cada um, sob orientação de lideranças inspiradoras, capazes de motivar e fazer crescer, considerando os talentos, experiência e expectativas de cada colaborador.

Ainda mais do que antes, a inovação faz hoje parte do nosso dia-a-dia. E temos a ambição de consolidar e posicionar a Fidelidade como um employer de excelência no futuro. Aliando a inovação, o nosso foco nas pessoas e um propósito muito forte, temos todas as condições para o conseguir.

A última década leva-me a poder ambicionar uma Fidelidade que dará importantes passos em frente, mais unida do que nunca, ao lado dos seus clientes e dos seus parceiros, num mundo cada vez mais em mudança. Para que a vida não pare.»

Este artigo faz parte do tema de capa da edição de Julho (n.º 115) da Human Resources.

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