Rui Teixeira, director-geral do ManpowerGroup Portugal, faz notar que «o futuro será conquistado por quem investir em reskilling, em IA responsável e modelos de trabalho que potenciem o melhor das pessoas e da tecnologia».
«Num mercado onde a escassez de talento atinge 84% das organizações em Portugal, segundo dados do Global Talent Shortage do ManpowerGroup, os desafios para a Gestão de Talento em 2026, identificados neste Barómetro, ficam ainda mais claros: a atracção e retenção de talento bem como a inteligência artificial (IA), surgem como prioridades.
Salários e benefícios, liderança, equilíbrio vida-trabalho e perspectivas de carreira são, hoje, os factores que mais influenciam a saída de trabalhadores e reforçam a importância de uma resposta a esses desafios. Quando 31% dos empregadores antecipam um aumento da rotatividade em 2026, temos um alerta claro que deve impulsionar as organizações a investir no desenvolvimento do talento e em melhores experiências de trabalho.
Ao mesmo tempo, a tecnologia acrescenta complexidade e o Barómetro mostra-nos que 69% das empresas estão a aumentar a adopção de IA, mas metade acredita que esta poderá destruir emprego nos próximos cinco anos. Como em anteriores momentos de transformação tecnológica, sabemos que haverá impacto no emprego e nas necessidades de competências. No entanto, acredito que a prazo veremos uma realidade mais equilibrada, com a IA a eliminar sobretudo tarefas e não pessoas, e a continuar a gerar procura por novas competências técnicas e humanas. O futuro será conquistado por quem investir em reskilling, em IA responsável e modelos de trabalho que potenciem o melhor das pessoas e da tecnologia.»
Este testemunho foi publicado na edição de de Dezembro (nº. 180) da Human Resources, no âmbito do seu LXII Barómetro.
Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.













