Sabe o que determina a empregabilidade e remuneração? Veja as conclusões deste estudo

A Fundação José Neves acaba de lançar um Insight que aborda a evolução do emprego para diferentes grupos demográficos e conclui que, apesar da diminuição de emprego (1%), em 2020 a taxa de empregabilidade dos trabalhadores com ensino superior aumentou 4,1% face ao período homólogo.

 

Apesar de este ser ainda o nível de escolaridade menos representado no universo empresarial, entre 2010 e 2020 o número de trabalhadores nas empresas portuguesas com o ensino superior aumentou 6,5 pontos percentuais, situando-se actualmente nos 22,1%.

O Insight revela ainda que, entre 2019 e 2020, o emprego diminuiu 4% nos trabalhadores que não concluíram o ensino secundário em comparação com os trabalhadores com o ensino superior.

Factores como o nível de qualificação e o tipo de sectores afectados pela crise pandémica, como a Restauração e o Turismo, explicam este contraste em relação a sectores em constante crescimento e que requerem maior nível de qualificação, como a Informação e Informática ou Actividades Financeiras e de Seguros. O Insight aponta ainda o teletrabalho como recurso comum entre os trabalhadores mais qualificados.

Apesar da redução dos trabalhadores com níveis mais baixos de qualificações, em 2020 a percentagem de trabalhadores com o ensino básico situava-se nos 47%, com o ensino secundário nos 31% e superior nos 22%.

Ademais, verificou-se que a maioria dos trabalhadores com mais de 45 anos têm apenas o ensino básico e que a maioria dos trabalhadores na faixa etária entre os 35 e os 44 anos já terminou o ensino secundário, apesar de o ensino básico ser o mais comum. O ensino secundário domina entre os mais jovens (15-24 anos e 25-34 anos).

Há cada vez mais trabalhadores com o ensino superior, sobretudo entre os mais jovens, avançam as conclusões desta análise. O maior crescimento verificou-se na faixa etária dos 35 aos 44 anos (variação de 11,1 pontos percentuais entre 2010 e 2020) com a proporção de trabalhadores com ensino superior nesta faixa etária a situar-se, em 2020, nos 28,2%. Este aumento também foi significativo na faixa etária dos 45 aos 54 anos e dos 25 aos 34 anos, com uma variação de 8,6 e 7 pontos percentuais, respectivamente.

Na pandemia, a queda de emprego entre 2019 e 2020 também afectou mais as mulheres (-1,9%) face aos homens (-0,2%), em parte devido à representação feminina e masculina nos sectores mais prejudicados e beneficiados pela pandemia, respectivamente.

Os sectores de alojamento e restauração, maioritariamente composto por mulheres (57%), foram aqueles com maior redução de emprego em 2020. No mesmo ano, as mulheres estavam em minoria (31%) no sector de Informação e Informática, sendo este o sector de actividade com maior aumento de emprego.

Um outro Insight da Fundação José Neves revela como a pandemia reforçou a tendência de crescimento dos grupos profissionais dos ‘especialistas das actividades intelectuais e científicas’ e ‘técnicos e profissões de nível intermédio’. Segundo o documento focado na evolução das profissões, mais de metade das profissões Brighter Future (56%) registaram um aumento do número de trabalhadores entre 2019 e 2020, apesar da ligeira redução do emprego nacional (1%).

Dados revelam ainda que, em 41% das profissões, o aumento do emprego em 2020 reforçou a tendência positiva que se verificava nos anos anteriores, com destaque para profissões com uma forte componente tecnológica. Contrariamente, o emprego diminuiu significativamente em sectores de hotelaria, alojamento e comércio.

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