Sabe o que é perguntado na entrevista de admissão para a Universidade de Oxford?

Margarida Lopes
9 de Dezembro 2019 | 15:58

Com a altura das entrevistas de acesso a aproximar-se, a Universidade de Oxford divulgou uma amostra de perguntas da entrevista, para ajudar os futuros alunos que querem garantir um lugar na instituição.

 

Entre a lista de perguntas, publicadas pelo site Independent estão, «A guerra é o oposto da política?» e «Qual é o significado da ‘área facial’ do cérebro e será que está a ser estimulada quando as pessoas vêem e reconhecem rostos?»

Os potenciais alunos de línguas modernas podem ser questionados sobre porque é importante ainda aprender francês ou italiano num mundo onde a língua dominante é o inglês.

«Sabemos que existem mitos e conceitos errados sobre a entrevista em Oxford, por isso divulgamos o máximo de informações. Ter uma ideia do que esperar permite que os alunos se preparem para as entrevistas e ajuda a reduzir o desconhecido», referiu Samina Khan, directora de admissões da Universidade de Oxford.

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Matthew Williams, do Jesus College, da Universidade de Oxford, explicou porque é que um possível aluno de política, filosofia e economia (EPI) pode ser questionado se a guerra é o oposto da política. «No uso comum, ‘política’ pode incluir ‘guerra’. Portanto, a ambição é incentivar os alunos a pensar fora da caixa e imaginar uma interpretação da política que possa até ser considerada positiva e optimista – a política como a prevenção de conflitos».

Nick Yeung, da University College, mostra aos candidatos ao curso de psicologia como explicar o significado da “área facial” do cérebro. «O reconhecimento facial é uma capacidade que é muito útil e que geralmente é tomada como garantida. Ao fazer esta questão, queremos que o candidato pense criticamente sobre o design experimental e o que podemos aprender com os resultados».

E acrescentou, «Além de pensar criticamente, também estamos à procura de um candidato que pense de forma criativa sobre como a experiência pode ser melhorada e o que os resultados desse experiência podem dizer sobre como as pessoas pensam e como o cérebro trabalha».

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«Não há perguntas complicadas, tudo o que questionamos tem um propósito, mostrar como um aluno pensa e responde a novas ideias e informações, numa conversa académica semelhante aos tutoriais em que vão participar quando vierem para Oxford para estudar», garante Samina Khan.

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