Você não pode ser mais gentil com os outros do que consigo mesmo. Agradar às pessoas é, na verdade, um mecanismo de defesa e esses surgem quando nos sentimos inseguros e com medo.
Pense numa situação em que você fez de tudo para agradar às pessoas. Para evitar sentir a dor potencial do julgamento ou de ser rejeitado, o mecanismo de defesa de agradar às pessoas entra em acção e leva-nos a dizer “sim” quando não é isso o que realmente se deseja. Ou leva-nos a elogiar alguém quando não é isso se quer fazer mas faz-se apenas para gostem de nós.
Como líder, você pode preocupar-se com a percepção dos seus colaboradores. Se você for muito gentil, pode preocupar-se com o facto de as pessoas o verem como uma pessoa simples e não o considerem com respeito. Por outro lado, se você for muito severo, pode ser visto como indiferente ou implacável. Mas quando você exibe verdadeira bondade como líder, o reforço chega com a empatia.
Se lhe parecer difícil aplicar a empatia, isso deve-se aos mecanismos de defesa. Então, como trabalhar com esses mecanismos de defesa para que se possa praticar a empatia? Através da autoaceitação.
Esta significa aceitar-se exactamente como você é, o que reduz as suas inseguranças.
Como se faz isso? Seja gentil consigo esmo. Ser gentil inclui permitir-se sentir-se bem em relação ao seu progresso em direcção a uma meta, perdoar- se por erros e falhas e permitir-se sentir-se bem em relação aos seus pontos fortes e talentos.
Quanto mais gentil você for consigo mesmo, menos defensivo ficará nas suas interacções. Uma autoaceitação mais elevada significa que você limita os limites e impede que agrade às pessoas. Isso permite que a verdadeira bondade surja para com os outros.
A verdadeira bondade para com os outros quando se está numa posição de liderança significa ser claro na comunicação. É bom ser claro sobre suas expectativas em relação aos outros e ser claro quando as suas expectativas não forem atendidas. É uma boa ideia dar feedback à sua equipa sobre o seu desempenho.
Seja gentil e verá que a gentileza desempenha um papel importante na eficácia da liderança.














