Sabe quais as profissões que vão ser mais procuradas em 2019?

Se está a pensar que são os perfis de competências tecnológicas está enganado. O Guia do Mercado Laboral 2019 da Hays, um estudo sobre as tendências do mercado de trabalho, dá a resposta.

 

As profissões ligadas à área de contabilidade e finanças foram as mais procuradas pelas empresas em 2018 e vão voltar a liderar as contratações ao longo deste ano, mas «cada vez mais contrabalançadas com recrutamentos para outro tipo de perfis», revela o estudo da consultora.

De acordo com o relatório, são cada vez mais as multinacionais que escolhem Portugal para transferir os seus serviços, nomeadamente nas áreas de logística, research & development, tecnologias de informação, recursos humanos e serviços jurídicos, e já não apenas as estruturas financeiras. E a tendência promete acelerar, com vários investidores estrangeiros a dar sinais de que irão fazer uma aposta forte no país, implementando os seus centros de operações em território nacional.

Apesar do crescimento do número de estruturas de centros de serviços partilhados de diversas áreas, as equipas financeiras continuaram a dominar as preferências de contratação dos empregadores. São sobretudo perfis como general ledger, accounts payable, accounts receivable, fixed assets technician, order do cash e order to report os mais valorizados. É também notório o interesse crescente dos empregadores em perfis de core não financeiro, sobretudo de Tecnologias de Informação, de Recursos Humanos e de Procurement.

Por outro lado, e porque «existem cada vez mais profissionais estrangeiros à procura de oportunidades em Portugal, assim como alunos de Erasmus a querer iniciar as suas carreiras dentro do país,  tem sido cada vez mais recorrente a procura por perfis com fluência em determinados idiomas», como o inglês, francês, alemão, holandês e castelhano, nota Ana Cruz, senior project manager da Hays.

O grande desafio com que as empresas se debaterão será a capacidade de atracção de talento e de retenção dos actuais colaboradores, uma vez que se prevê «alguma escassez de profissionais disponíveis para uma mudança», pelo que «é fundamental que as empresas ofereçam relocation packages para atrair profissionais no estrangeiro e que apostem em programas de formação interna, nomeadamente no que diz respeito a idiomas».

Só no ano passado, 53% profissionais recusaram ofertas de emprego deste sector. Outros 36% revelam, inclusive, que estão disponíveis para trabalhar no estrangeiro.

 

O que mais valorizam os colaboradores

Uma análise a profissionais qualificados que trabalham em centros de serviço partilhados (55% do sexo masculino e os restantes 45% do sexo feminino) mostra que, a oferta salarial (90%), o bom ambiente de trabalho (75%), o plano de carreira (69%), a cultura empresarial (52%) e a solidez financeira (48%) estão entre os aspectos mais valorizados.

Mas o que sustenta a decisão? Há cinco factores que pesam na escolha de um trabalho: o seguro de saúde (82%), formação/certificações (71%), a flexibilidade de horários (63%), a possibilidade de trabalhar a partir de casa (47%) e automóvel para uso pessoal (42%).

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