Estima-se que a grande maioria das pessoas vá ter lombalgia – dor no fundo das costas – pelo menos uma vez na vida. Curiosamente, mais de 85% das pessoas têm aquilo a que se chama dor lombar inespecífica, avança a Sic Notícias.
Clinicamente a dor existe e até pode ser limitativa, mas não há uma doença grave ou específica a explicar o que sente. Esta dor inespecífica, na maioria das vezes, melhora sozinha ao longo de dias ou até mais ou menos duas semanas.
Também é importante ter em conta de que nem toda a dor “nas costas” vem da coluna. Às vezes, pode ser dor referida de outras estruturas, como a anca, o rim – por exemplo numa infecção urinária ou pedras nos rins – ou até de outras doenças.
Se, para além da dor, houver perda de força ou de sensibilidade nas pernas, dificuldade em controlar a urina ou as fezes, febre, perda de peso sem explicação, se a dor não melhora com medicação, se o acorda à noite, se tiver aparecido depois de uma queda importante, ou se há história de cancro, aí sim serão sinais de alarme. Pelo que é conveniente pedir uma avaliação médica.
Não havendo sinais de alarme, pode começar por vigiar a dor e tomar medicação para alívio. E se, antigamente oconselho era ficar em repouso, hoje sabe-se que é bom mexer-se, evitando apenas esforços mais intensos, com muito impacto ou que agravem a dor.
Alguns factores de risco que é possível controlar:
- evitar estar muitas horas sentado;
- ter cuidado com a postura;
- praticar actividade física e reforço muscular;
- evitar o tabaco;
- não fazer um esforço físico muito intenso ou com muita carga sem preparação.














