Embora, historicamente, médicos, arquitectos ou advogados sejam os profissionais mais habituados a contratar um seguro de Responsabilidade Civil Profissional (RC Profissional), actualmente o risco estende-se a um leque muito mais amplo de profissões.
Neste contexto, a seguradora internacional Hiscox destaca seis profissões que necessitam deste tipo de cobertura:
- Dog walkers: uma distracção durante o passeio, a perda do animal de estimação, um incidente com outro animal ou danos a terceiros — como mordidelas, acidentes de trânsito ou danos a bens — podem resultar em reclamações por negligência profissional.
- Babysitters: um acidente doméstico, a administração incorrecta de instruções ou negligências na supervisão podem dar origem a reclamações legais.
- Instrutores de ioga: um erro na indicação de um movimento, a falta de supervisão adequada ou a omissão de precauções para alunos com lesões prévias pode resultar em lesões musculares, articulares ou até fracturas, originando reclamações económicas por danos à saúde ou à integridade física dos alunos.
- Sommeliers: uma escolha inadequada de um vinho de elevado valor, erros no seu armazenamento ou a sugestão de uma harmonização incorrecta pode resultar em perdas económicas directas para restaurantes ou clientes privados e, nalguns casos, em reclamações legais por incumprimento de expectativas contratuais ou danos à reputação do estabelecimento.
- Personal shoppers: um aconselhamento incorrecto, a selecção de produtos de má qualidade ou a interpretação errada das necessidades do cliente pode afectar a imagem pública ou profissional da pessoa assessorada, com potenciais consequências legais e económicas.
- Profissionais de micropigmentação: um resultado estético indesejado, uma reacção cutânea adversa ou o incumprimento de normas sanitárias pode originar reclamações económicas, litígios e danos reputacionais.
«Embora seja verdade que a contratação de um seguro de Responsabilidade Civil Profissional não seja obrigatória para a maioria das profissões, cada vez mais profissionais de sectores aparentemente ‘livres de risco’ recorrem a este tipo de protecção», afirma Nerea de la Fuente, directora de subscrição da Hiscox Ibéria.














