Karoshi é um termo japonês que descreve a morte por excesso de trabalho, referindo-se a fatalidades causadas por doenças cardiovasculares (como ataques cardíacos e AVCs) ou suicídio devido a stress e exaustão extrema no trabalho.
Este fenómeno social foi inicialmente identificado em 1987, quando o Ministério da Saúde japonês começou a registrar os dados depois da morte repentina de uma série de gestores em altos cargos.
Segundo a BBC, o problema é tão generalizado que se uma morte for considerada karoshi, a família da vítima recebe uma compensação do governo, além de uma indemnização da empresa.
Só que, se nos anos 90 karoshi era essencialmente um fenómeno japonês, isto é, a atitude de a pessoa dedicar-se de tal forma à profissão que acaba por não ter vida pessoal e por morrer de trabalho, a sociedade globalizada tem feito por trazer essa realidade até quase todo o mundo industrializado.
Neste sentido, este problema, inicialmente identificado no Japão, agora é reconhecido globalmente, com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) a estimar centenas de milhares de mortes anuais em todo o mundo, especialmente em países asiáticos e no Brasil.
Uma investigação conjunta da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Organização Mundial de Saúde (OMS) de 2021 (a última com dados referentes a esta temática) concluiu que o excesso de trabalho provocou mais de 745 mil mortes num ano. Este valor representa uma subida de 20% face aos dados anteriores, de 2000.













