Sabia que três em cada cinco empresas em Portugal não tinha política de teletrabalho?

Human Resources
22 de Maio 2020 | 12:45
Sabia que três em cada cinco empresas em Portugal não tinha política de teletrabalho?

Três em cada cinco empresas em Portugal não tinha uma política de trabalho remoto quando a pandemia obrigou 70% dos colaboradores a entrar neste sistema, mas em 45% dos casos o volume de trabalho até aumentou, conclui um estudo.

Escolha a Human Resources como fonte preferida no Google Escolher ›

 

Segundo os resultados de um estudo sobre trabalho remoto desenvolvido pela Deloitte junto de «mais de 30 executivos de topo das 250 maiores empresas em Portugal”, entre os 45% de inquiridos que considera que o seu volume de trabalho aumentou, «a maioria percepciona, igualmente, um aumento da capacidade de resposta da sua direcção, estando implícito um incremento do nível de produtividade em contexto remoto».

«Perante a situação que vivemos, é crítico que as organizações reflictam sobre a sua forma de operar, quebrando alguns dos mitos pré-concebidos sobre as formas mais flexíveis de operar, e acelerando a transição para o ‘Future of Work’», nota a consultora.

Continue a ler após a publicidade

Questionados sobre os principais factores que influenciaram positivamente a produtividade e a capacidade de resposta, 94% dos inquiridos no ‘Remote Work Snapshot’ da Deloitte apontam as ‘aplicações de suporte ao trabalho remoto’, seguindo-se as ‘orientações dadas sobre a gestão do trabalho’ (84%) e a ‘postura dos líderes’ (77%).

No que se refere aos valores que ganham mais destaque na cultura das organizações para suportar as novas dinâmicas de trabalho, numa escala de um a quatro pontos (em que um significa ‘nada importante’ e 4 é ‘imprescindível’), o ‘compromisso’ surge no topo com uma média de 3,53 pontos, seguido da ‘responsabilização’ (3,50 pontos) e da ‘agilidade e confiança’ (3,47 pontos).

Relativamente à forma como as dinâmicas habituais de trabalho se adaptaram às novas formas de trabalho remoto em equipa, de forma a garantir a efectividade do trabalho realizado, 57% dos gestores inquiridos considera que o número de reuniões diárias aumentou no contexto actual, sendo que, destes, 53% entende ter existido uma diminuição da produtividade individual.

Segundo a Deloitte, «o aumento do número de reuniões é associado a uma maior necessidade de controlo, revelando necessidade de ajustar a cultura e capacitar os líderes para operar num contexto mais ágil e flexível».

Continue a ler após a publicidade

Do inquérito resulta ainda que, embora 40% dos inquiridos revele que as admissões de pessoal previstas na sua empresa para este período foram realizadas remotamente, 30% afirma que os processos de recrutamento acabaram por ser suspensos.

Conforme nota a consultora, o actual contexto criado pela crise sanitária «abriu espaço», também, «para reinventar as tradicionais práticas de formação», sendo que 30% das formações presenciais foram já substituídas por formações online.

O estudo revela também que 53% dos inquiridos afirma que serão disponibilizadas medidas de apoio social aos seus colaboradores e 81% alega que serão implementadas medidas de apoio de carácter monetário.

Os dados obtidos junto dos mais de 30 executivos inquiridos, que actuam nos sectores da banca, seguros, retalho e telecomunicações, entre outros, foram recolhidos através de um inquérito online que decorreu até 20 de Abril.

Continue a ler após a publicidade

O objectivo do trabalho foi analisar «a forma como as organizações responderam aos desafios impostos pelo estado de emergência, caracterizado pelo confinamento social e obrigatoriedade do trabalho remoto», e «os impactos desta situação extraordinária na produtividade dos colaboradores e respectivos impactos nos programas de recrutamento, acolhimento e formação das organizações».

Partilhar


Mais Notícias