A resolução intitulada de “Correct the Map”, apresentada pelo Togo e impulsionada pela União Africana, recebeu 164 votos favoráveis, um voto contra, dos Estados Unidos, e seis abstenções: Estónia, Geórgia, Lituânia, Moldávia, Sérvia e Ucrânia, revelou o pplware.
No centro da discussão está a famosa projecção de Mercator, criada pelo cartógrafo Gerardus Mercator em 1569. Mercator não criou propriamente um mapa “errado”. A projecção foi concebida sobretudo para navegação e tem a enorme vantagem de preservar ângulos e direcções. Contudo, quando utilizada para comparar as dimensões dos territórios, produz distorções muito significativas. Quanto mais próximo dos polos estiver um território, maior tende a aparecer.
É por isso que, segundo a publicação num mapa de Mercator, a Gronelândia pode parecer ter dimensões semelhantes às de África. Na realidade, África é cerca de 14 vezes maior. A Europa também parece maior do que a América do Sul, quando, na realidade, tem aproximadamente metade da sua área.
A resolução da ONU promove a utilização de projecções de área equivalente, tendo como principal referência a Equal Earth, desenvolvida em 2018 pelos cartógrafos Bojan Šavrič, Bernhard Jenny e Tom Patterson.
Neste mapa, África, América Latina, Sul da Ásia e Oceânia recuperam visualmente dimensões muito mais próximas da sua verdadeira área, enquanto Europa, América do Norte, Rússia e Gronelândia parecem consideravelmente menores do que estamos habituados a ver.
Apesar do novo mapa, a ONU não proibiu o mapa de Mercator nem tornou obrigatório o Equal Earth. A resolução é uma recomendação para que governos, escolas, organizações internacionais e empresas tecnológicas considerem projecções cartográficas que representem melhor as áreas relativas dos territórios.















