Saiba como os profissionais estão a mudar o paradigma do trabalho

O mundo do trabalho está a mudar e este é um caminho sem retorno. As exigências dos clientes aumentaram, os trabalhadores querem flexibilidade e as tendências globais reflectem um afastamento dos processos tradicionais, que obrigavam a cumprir um horário das nove às 18 horas, cinco dias por semana. 

 

A exigência de mais vantagens laborais é evidente. De acordo com a promotora de locais de trabalho Regus, os profissionais exigem, por exemplo, quatro dias de trabalho semanal, férias anuais ilimitadas, intervalos dedicados a participar em acções de voluntariado e dispensa de trabalho presencial no escritório. Todas estas medidas, explica, «têm em vista recompensar os trabalhadores pelo bom trabalho, aumentando a motivação da equipa».

O trabalho flexível é agora um factor decisivo na “caça” de talentos, afirma a Regus. Citando dados de uma pesquisa recente do IWG, junto de 15 mil empregadores e funcionários, destaca que 83% escolheria um trabalho que oferecesse trabalho flexível. Mais de metade (54%) dos inquiridos dizem que escolher um local de trabalho é muito mais importante do que trabalhar para uma empresa de prestígio e 28% do que ter um aumento do subsídio de férias.

A Regus conclui também que a assiduidade tem vindo a perder relevância. Ao olhar para as médias de tempo de trabalho entre países, verifica que a média de 42 horas semanais do Reino Unido é superior às 37 horas da Dinamarca, sendo este último o país com melhores índices de produtividade, apesar de não ser aquele que trabalha mais horas por semana.

Países como Holanda, Itália, Bélgica, França, Suécia e Irlanda não se encontram muito atrás da Dinamarca, trabalhando um total de 39 horas semanais, de acordo com o sindicato nacional britânico Trades Union Congress. E exemplifica: a Perpetual Guardian, uma empresa da Nova Zelândia, adoptou a política de quatro dias de trabalho semanal para fazer um teste. Desde a adopção desta medida, registou um aumento de 20% ao nível da produtividade.

Assim, para a Regus a solução «mais natural e lógica» é a do trabalho flexível. «Os funcionários podem morar onde quiserem, em vez de limitarem as suas opções de habitação devido à distância do escritório. Nesse sentido, os espaços de trabalho flexíveis são uma excelente alternativa», aponta.

«Um factor extremamente importante é que os trabalhadores se sentem valorizados e ouvidos quando perceberem que a empresa permite a flexibilidade», conclui, sublinhando que «a probabilidade de serem mais leais e produtivos é muito maior, o que vai gerar resultados muito melhores nos negócios em geral».

 

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