Saiba quanto dinheiro físico deve ter em casa (e onde o guardar). E porquê

Para evitar problemas que surjam de situações inesperadas como as tempestades que têm assolado o país ou o apagão do ano passado, o Banco de Portugal (BdP) aconselha os cidadãos a manterem algum dinheiro físico em casa. 

A recomendação do supervisor do sistema económico e financeiro de Portugal, surge pela primeira vez num documento oficial, publicado no Boletim Notas e Moedas, e reflecte a necessidade de assegurar pagamentos essenciais mesmo em situações de emergência.

Segundo o BdP, é prudente que cada família mantenha uma pequena reserva em dinheiro físico suficiente para cobrir as despesas essenciais durante, pelo menos, 72 horas. A recomendação surge da necessidade de garantir autonomia em situações de falhas nos sistemas electrónicos, como apagões ou ciberataques.

Em termos práticos, alguns países europeus sugerem reservar entre 70 a 100 euros por pessoa, valor que pode ser utilizado para despesas básicas do dia-a-dia, nomeadamente:

  • Pequenas compras em supermercados, como alimentos ou produtos de higiene;
  • Medicamentos e produtos essenciais em farmácias;
  • Deslocações e transportes, incluindo combustíveis ou bilhetes de transporte público;
  • Pagamentos urgentes ou de emergência, quando não for possível utilizar cartões ou transferências electrónicas.

Vantagens
Ter algum dinheiro físico disponível em casa não é apenas uma questão de conveniência. Trata-se, na verdade, de uma forma prática de garantir que se consegue lidar com imprevistos, desde falhas técnicas nos sistemas de pagamento até situações de emergência em que bancos e caixas automáticas não estão acessíveis. Garante assim:

  1. Acesso a um fundo de emergência quando ocorrem apagões, ciberataques ou falhas de rede podem impedir o uso de cartões ou pagamentos digitais.
  2. Liquidez imediata: permite fazer compras sem depender de bancos ou multibancos. Imagine que o apagão acontece enquanto está numa caixa de uma mercearia. Se tiver dinheiro vivo consigo poderás pagar as compras;
  3. Autonomia: reduz a dependência de sistemas electrónicos, que nem sempre estão disponíveis.