Saiba que sectores vão fechar 2019 a contratar

As empresas portuguesas mantém-se confiantes quanto às previsões de recrutamento nos últimos três meses do ano. Conheça os dados revelados pelo ManpowerGroup Employment Outlook Survey e descubra quais os sectores que vão contratar em força. 

 

De acordo com o estudo, realizado junto de 59 mil empregadores a nível mundial, 625 dos quais em Portugal, os empregadores apontam para uma perspectiva de emprego líquido de mais de 10%, ou seja, dois pontos percentuais (p.p.) acima do período homólogo do ano passado.

«Passado o período de Verão, tradicionalmente com maior procura, confirmamos que o mercado de trabalho em Portugal continua forte, com a maioria dos sectores a projectar aumentar as  contratações no ultimo trimestre de 2019», comenta Raúl Grijalba, Mediterranean Regional Managing director da ManpowerGroup. Mas, deixa o aviso: «Estas projecções, a par dos reduzidos valores da taxa de desemprego, reforçam um cenário de escassez de Talento em Portugal».

Neste contexto, o responsável afirma que «é fundamental que as empresas apostem por abordagens inovadoras na sua estratégia de captação e retenção de talento, oferecendo propostas de valor assentes em tecnologia disruptiva, reforçada pelo valor diferencial das interacções pessoais, para poder conectar com candidatos cada vez mais exigentes e diversos».

Para o último trimestre deste ano, de Outubro a Dezembro, 14% dos empregadores revelaram intenções de aumentar o número de colaboradores, 4% antecipam uma diminuição nas contratações e 80% consideram que não haverá alterações.

Todos os sectores analisados, excepto o da Indústria, apresentam projeções para a criação líquida de emprego positivas. As Finanças, Seguros, Imobiliário e Serviços (+20%) voltam a ser os que mais pretendem aumentar a sua força de trabalho, seguidos do sector da Construção (+16%).

O mesmo observa-se nos sectores Público (+14%) e da Restauração e Hotelaria (+13%). Face ao mesmo período do ano passado, estes três sectores apresentam-se em franco crescimento, com variações de 14, sete e 17 pontos percentuais, respectivamente.

Em contraciclo, as previsões mais fracas para os próximos três meses verificam-se no sector industrial (-2%). Os empregadores do sector dos Transportes, Logística e Comunicações também anunciam quebras nos planos de contratação, com reduções de 14 e 10 pontos percentuais, respectivamente.

 

Por regiões

Por zonas, as previsões mais optimistas continuam a chegar dos empregadores da região Centro e do Grande Porto, ambos com uma projecção para a criação líquida de emprego de +13%. No Norte e na Grande Lisboa, as empresas mostram intenções de contratação um pouco mais moderadas, de +11% e +10%, respectivamente.

Neste período, as contratações devem registar um ritmo mais lento a Sul, onde a previsão de recrutamento não vai além dos +2%. Nesta região, as projecções de criação líquida de emprego caíram oito pontos percentuais em comparação com o terceiro trimestre deste ano, sendo, no entanto, cinco pontos superiores aos números anunciados no mesmo período de 2018.

Quando comparadas com o período homologo do ano passado, as intenções de contratação são também mais fortes na região Centro, na grande Lisboa e no grande Porto. Só na região Norte é que se verifica uma ligeira contracção de três pontos percentuais.

 

Por dimensão 
As grandes empresas são as que prevêem um aumento mais significativo nos níveis de contratação, com uma projecção para a criação líquida de emprego de +22%, embora em contracção de nove pontos percentuais face ao período homologo do ano passado.

Também as médias empresas revelam um aumento considerável nas perspectivas de contratação, com projecções de +16% e um crescimento de sete pontos em relação ao quarto trimestre de 2018.

Em relação às restantes categorias, as perspectivas são de +7% e +3% pelos empregadores das pequenas e microempresas, respectivamente.

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