Com necessidades de recrutamento que vão desde perfis técnicos operacionais, como electricistas e canalizadores, até profissionais especializados nas áreas de engenharia e IT, a Wondercom, por exemplo, tem vindo a ajustar a sua proposta de valor às prioridades específicas de cada perfil.
«Hoje, as empresas já não conseguem atrair talento apenas com um salário competitivo. É indispensável compreender o que os candidatos realmente valorizam e alinhar a proposta de valor com essas prioridades», afirma Vera Vicente, directora de Recrutamento e Outsourcing da Wondercom.
Segundo a responsável, esta transformação é particularmente evidente num contexto em que os candidatos assumem um papel cada vez mais activo e exigente nas decisões de carreira. «As empresas deixaram de definir sozinhas as condições de contratação. Quem quer atrair e reter talento tem de alinhar a sua proposta com aquilo que os candidatos realmente valorizam», sublinha.
No caso da Wondercom, esta realidade traduz-se em necessidades e expectativas muito distintas entre perfis profissionais. «Temos profissionais técnicos operacionais que valorizam sobretudo compensações directas e estabilidade, mas também perfis das áreas de engenharia e IT, que atribuem maior importância ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional, ao propósito e a modelos de trabalho mais flexíveis», explica Vera Vicente.
A entrada da Geração Z no mercado de trabalho tem acelerado esta mudança. De acordo com o Deloitte Gen Z & Millennial Survey 2025, mais de 85% dos profissionais desta geração valoriza o alinhamento com os valores e propósito da empresa, procurando também oportunidades de desenvolvimento contínuo de competências.
Ao mesmo tempo, factores como equilíbrio entre vida pessoal e profissional e ambiente de trabalho positivo assumem hoje um peso crescente na decisão dos candidatos. Segundo o Randstad Employer Brand Research 2025, embora o salário e os benefícios continuem a liderar as prioridades dos profissionais (74%), factores como equilíbrio entre vida pessoal e profissional (64%), ambiente de trabalho positivo (64%) e segurança no emprego e progressão na carreira (58%) tornaram-se decisivos na escolha de um empregador.
Já os Millennials, apesar de também valorizarem flexibilidade e desenvolvimento profissional, tendem a privilegiar uma maior estabilidade financeira e segurança no médio e longo prazo.
Estas tendências reflectem uma mudança estrutural no mercado de trabalho, obrigando as empresas a desenvolver estratégias de recrutamento mais flexíveis e ajustadas às diferentes motivações e expectativas dos profissionais.














