O factor salarial continua a ser o mais relevante para os profissionais, mas o grau de importância dado aos outros critérios tem vindo a crescer nos últimos três anos. A conclusão é do Randstad Employer Brand Research 2024, estudo independente de employer branding, que, em Portugal já vai na sua 9.ª edição, e contou este ano com a participação de quase cinco mil profissionais.
Assim de acordo com o estudo, os cinco critérios mais importantes na escolha de um empregador são:
- salário e benefícios – 73%
- equilíbrio vida pessoal-vida profissional – 66%
- ambiente de trabalho – 65%
- progressão de carreira – 61%
- segurança do emprego – 59%
O estudo revela que são as mulheres quem dá maior importância ao “ambiente de trabalho”, tal como os profissionais com níveis de educação mais elevados. Por sua vez, e olhando para o que as diferentes gerações mais valorizam, o top 3 mantém-se, com excepção dos baby boomers que colocam em pé de igualdade o ambiente de trabalho e equilíbrio vida pessoal-vida profissional no segundo lugar.
Embora a taxa de turnover e o desejo de mudar de emprego se mantenham estáveis comparativamente ao ano anterior (13% e 25%, respectivamente), a remuneração demasiado baixa (54%), seguido do objectivo de melhorar equilíbrio entre vida pessoal e profissional (42%) e a falta de oportunidades de desenvolvimento (40%) são os três principais motivadores para procurar novo desafio profissional, segundo a análise da Randstad.
Esta vontade de mudar é maior nas gerações mais jovens, com os profissionais da geração Z a serem simultaneamente aqueles que mudaram mais de emprego no último ano e os que planeiam mudar no próximo.
O mesmo estudo indica que um quinto dos trabalhadores considera que não lhe são dadas oportunidades de desenvolvimento suficientes, o que, num mercado de trabalho em crise, resulta numa maior tendência para abandonar o empregador (43%) face aos que têm oportunidades suficientes (15%). A análise revela ainda que ter oportunidades de qualificação e requalificação é importante para uma grande maioria dos trabalhadores portugueses (83%).
O estudo mostra que um terço da força de trabalho continua a trabalhar (parcialmente) a partir de casa, o que demonstra a tendência do trabalho remoto em ambiente profissional. Dos colaboradores com formação superior, dois em cada cinco trabalham à distância, o que contrasta com a população com menos qualificações, em que menos de um em cada dez trabalha à distância.
A importância dada à equidade tem vindo a aumentar e está neste momento no top 6 como critério mais importante na escolha de um empregador. A verdade é que menos de metade dos trabalhadores considera que o seu empregador corresponde às suas expectativas no que diz respeito à equidade. Os trabalhadores da Geração Z também afirmam mais frequentemente ter enfrentado tais obstáculos (em parte porque também afirmam mais frequentemente pertencer a uma minoria).














