Salário dos jovens licenciados é superior ao dos jovens com o ensino secundário

Margarida Lopes
2 de Julho 2021 | 15:16

O “Guia para jovens e pais: como escolher o que estudar?”, apresentado pela Fundação José Neves com base na plataforma Brighter Future, destaca que, em média, quem completa o ensino superior tem maior probabilidade de estar empregado e salários mais elevados. Em 2018, os jovens entre os 25 e os 34 anos com licenciatura tinham um salário 42% superior aos que ficaram pelo ensino secundário.

 

Este indicador não é exclusivo para os licenciados. Também aqueles que terminaram cursos do pós-secundário, ou cursos Técnicos Superiores Profissionais, têm ganhos salariais superiores em cerca de 10% face aos do ensino secundário.

Segundo o relatório da Fudação José Neves, as áreas do ensino superior com salários médios mais elevados são Ciências Empresariais; Engenharia e técnicas afins; Informática; Matemática e Estatística e Saúde. Há menor risco de desemprego nos primeiros anos após a formação nas áreas das Ciências da vida; Engenharia e técnicas afins; Informática; Matemática e Estatística e Saúde. Noutro âmbito, é menor o risco de trabalhar em profissões que exigem qualificações mais baixas nas áreas da Arquitectura e Construção; Ciências veterinárias; Engenharia e técnicas afins; Informática e Saúde.

O mesmo relatório indica que as desigualdades sociais têm um peso muito relevante no percurso educativo. A relação entre o perfil socioeconómico (em particular a formação dos pais e os rendimentos do agregado familiar) e as probabilidades de sucesso escolar estão demonstradas por inúmeros estudos e todos constatam que quanto mais desfavorecido for o contexto familiar, maior o risco de insucesso escolar. E neste ranking, entre os países da OCDE, Portugal aparece como um dos países em que esse perfil socioeconómico mais condiciona as expetativas e as escolhas educativas dos alunos.

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Os jovens mais favorecidos têm uma maior expetativa de concluir o ensino superior do que os jovens desfavorecidos e Portugal é um dos países da OCDE onde esta diferença é maior. Uma diferença de 43 pontos percentuais, que fica acima da média da OCDE (35 p.p.) e de outros países europeus como Espanha (26 p.p.) ou França (20 p.p.).

Carlos Oliveira, presidente Executivo da Fundação José Neves, salienta que «num mundo em acelerada transformação, este Guia que a Fundação José Neves disponibiliza pretende ser uma ferramenta preciosa para ajudar os jovens e as suas famílias a tomarem uma decisão informada sobre como fazer a escolha do curso ou área de formação em benefício do seu futuro académico, profissional e pessoal».

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