Salário médio (bruto) em Portugal aumenta no 2.º trimestre. Ultrapassa os 1800 euros mensais

A remuneração bruta total mensal por trabalhador aumentou em média 1,8% no segundo trimestre de 2026 face ao mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Human Resources com Lusa
14 de Agosto 2026 | 14:00
Salário médio (bruto) em Portugal aumenta no 2.º trimestre. Ultrapassa os 1800 euros mensais

Não sendo considerada a variação do Índice de Preços do Consumidor (IPC), a remuneração bruta total média aumentou 5,1% no período em análise para 1.835 euros.

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Estes resultados abrangem 4,9 milhões de postos de trabalho, correspondentes a beneficiários da Segurança Social e a subscritores da Caixa Geral de Aposentações, mais 1,7% do que no mesmo período de 2025.

A remuneração bruta base mensal média por trabalhador também aumentou 5,1%, passando de 1.278 euros em Junho de 2025 para 1.342 euros um ano depois. Esta variação relativa foi superior em 0,2 pontos percentuais (p.p.) à observada em Março de 2026.

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A remuneração bruta regular mensal média por trabalhador exclui, entre outras componentes salariais, os subsídios de férias e de Natal, pelo que tem um comportamento menos sazonal. Em Junho de 2026, essa remuneração aumentou 5,1% em relação ao período homólogo de 2025, de 1.366 euros para 1.436 euros. Este crescimento foi igual ao observado em Março de 2026.

A remuneração bruta base mensal média por trabalhador também aumentou 5,1%, passando de 1.278 euros em Junho de 2025 para 1.342 euros um ano depois. Esta variação relativa foi superior em 0,2 pontos percentuais (p.p.) à observada em Março de 2026.

Ajustando para a inflação, medida pela variação do Índice de Preços no Consumidor (IPC), de 3,3% no trimestre terminado em Junho de 2026, as remunerações analisadas (total, regular e base) registaram, respectivamente, as seguintes variações homólogas reais: 1,8%, 1,8% e 1,7%.

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Em Junho de 2026, a remuneração bruta total média por trabalhador (posto de trabalho) variou entre 1.180 euros e 3.896 Euros nas atividades de “agricultura, floresta e pesca”.

Em relação ao mesmo mês de 2025, os maiores aumentos relativos da remuneração total foram observados nas actividades de “agricultura, floresta e pesca” (8,8%) e nas “actividades artísticas, desportivas e recreativas” (7,2%), enquanto o menor acréscimo homólogo ocorreu nas actividades de “Produção e distribuição de electricidade, gás, vapor e ar condicionado” (0,4%).

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Em Junho de 2026, o valor médio da remuneração total situa-se nos 1.174 euros em empresas de um a quatro trabalhadores, e em 2.254 euros no escalão de empresas com mais de 500 trabalhadores.

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Os valores médios das componentes regular e base foram mais baixos no escalão de um a quatro trabalhadores (1.054 euros e 1.040 euros, respectivamente) e mais elevados no escalão de 250 a 499 trabalhadores (1.669 euros e 1.552 euros).

Em relação ao período homólogo, a remuneração total aumentou em todos os escalões de dimensão da empresa, tendo a maior variação ocorrido nas empresas com um a nove trabalhadores (6,4%) e a menor nas empresas com 500 e mais trabalhadores (3,2%).

Também nas componentes regular e base se observaram os maiores acréscimos homólogos, de 6,0% e 5,8%, respectivamente, nas empresas com um a quatro trabalhadores, enquanto os menores aumentos, de 4,0% e 4,3%, ocorreram nas empresas com 500 e mais trabalhadores.

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No sector institucional das Administrações Públicas observou-se um acréscimo homólogo de 3,7% na remuneração total média por trabalhador que atingiu 2.792 euros em Junho de 2026.

Neste período, a componente regular aumentou 4,6%, de 1.939 euros para 2.028 euros, e a remuneração base registou um aumento de 4,8%, passando de 1.790 euros para 1.876 euros.

No sector privado, onde se concentram 84,1% dos trabalhadores (postos de trabalho) por conta de outrem, a remuneração total registou uma variação homóloga positiva de 5,5%, de 1.568 euros em junho de 2025 para 1.654 euros um ano depois.

A componente regular aumentou 5,2%, passando de 1.259 euros para 1.324 euros, e a componente base observou um acréscimo de 5,1%, de 1.182 euros para 1.241 euros.

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