Salário médio de Lisboa supera a média nacional em 265€

A conclusão é da mais recente nota mensal da Randstad Research. Conheça as restantes.

Margarida Lopes
6 de Julho 2026 | 09:40
Salário médio de Lisboa supera a média nacional em 265€

O relatório analisa as remunerações médias por trabalho dependente declaradas à Segurança Social (relativas ao mês de Abril), que se fixaram nos 1610,41 euros a nível nacional, um crescimento de 4,5% face ao período homólogo de 2025.

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As assimetrias regionais no mapa salarial continuam, no entanto, a ocorrer, já que as remunerações mais elevadas estão em Lisboa, com um valor médio de 1.875,31 euros , seguida pela região de Setúbal com 1.692,83 euros. No extremo oposto encontram-se as regiões de Beja (1.340,59 €) e Portalegre (1.346,63 €). A disparidade salarial entre Beja e a capital portuguesa fixa-se nos 534,72 euros.

De acordo com a nota mensal da Randstad Research relativa ao mês de Maio, o desemprego no grupo dos jovens (dos 16 aos 24 anos) contrariou a tendência de queda nacional e registou um aumento de 11,1% (mais 7400 pessoas) face ao mês anterior. Se a análise for feita em comparação com o ano anterior, nota-se a diminuição do desemprego em todos grupos populacionais.

A análise dos dados mensais estimados do inquérito ao emprego do INE e dados registados do serviço público de emprego nacional (IEFP) e da Segurança Social mostrou que a taxa de desemprego global recuou para os 5,5% e a população empregada atingiu o máximo histórico de 5.366.600 profissionais. A quebra mensal do desemprego foi assegurada pelos adultos dos 25 aos 74 anos (-6,2%) e, a nível de género, com maior expressão nos homens (-4,9%) do que nas mulheres (-0,5%).

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A análise da Randstad Research registou ainda 416.487 pedidos de emprego centralizados no IEFP, atingindo mínimos históricos e mostrando uma dinâmica de maior retenção de talento e criação de emprego.

Comparando com Março de 2020, pico da pandemia COVID-19, quando os pedidos escalaram até aos 611.958 , a actualidade traduz uma redução expressiva da procura ativa por trabalho. Enquanto o desemprego registado contabiliza os indivíduos desempregados e disponíveis para trabalhar, os dados do IEFP englobam a procura ativa, trabalhadores que procuram uma melhoria profissional, estudantes à procura da primeira oportunidade e pessoas em situação de subemprego.

Isabel Roseiro, directora de Marketing da Randstad Portugal, afirma que «num cenário de menor pressão do lado da procura e com o emprego em níveis recorde, atrair e reter talento exige uma abordagem diferenciada. Investir numa marca empregadora forte já não é opcional, é imperativo. O foco das organizações deve estar na flexibilidade e na melhoria contínua das condições de trabalho para garantir a sustentabilidade das suas equipas.»

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