Salário médio em Portugal aumentou quase 100 euros em Maio. Saiba em quanto se cifra actualmente

Human Resources
3 de Agosto 2023 | 08:40

O salário bruto médio dos trabalhadores por conta de outrem já está a ganhar poder de compra face ao aumento do custo de vida. Em Maio, o valor médio das remunerações declaradas à Segurança Social subiu 6,3% ou 95,59 euros para 1358,18 euros comparativamente com o vencimento médio de 1262,59 euros, registado no mesmo período do ano passado.

 

Este aumento supera em 2,3 pontos percentuais a variação do índice de preços, de 4%, apurada para aquele mês, o que se traduz num ganho médio real para os trabalhadores, revelou o Dinheiro Vivo com base numa síntese estatística da Segurança Social.

«Em Maio de 2023, as remunerações totais declaradas por trabalhador dependente apresentaram um valor médio de 1358,18 euros», lê-se no relatório da Segurança Social, que aponta para um «crescimento de 6,3% em termos homólogos».

A publicação, revela contudo, que este valor é uma média conjugada entre vencimentos baixos, como o salário mínimo nacional, que está nos 760 euros, e folhas salariais mais elevadas, de dois ou cinco mil euros, por exemplo.

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Não só aumento do salário médio bruto ultrapassou a inflação média anual de Maio, como também se posicionou acima de 5,2%, o limiar mínimo de aumento estabelecido para este ano no acordo plurianual para a melhoria de rendimentos assinado entre Governo, confederações patronais e UGT (a CGTP ficou de fora).

As empresas que subirem os ordenados dos seus trabalhadores em pelo menos 5,2%, desde que tal menção esteja inscrita nos instrumentos de regulamentação coletiva, incluindo portarias de extensão, terão direito, no próximo ano, na altura da liquidação do IRC, a uma majoração em 50% com as despesas relativas à valorização salarial.

Na comparação mensal da evolução das remunerações entre Abril e Maio, o impulso foi bem mais ténue, de apenas 0,2% ou de 18,41 euros, passando de 1339,77 euros para 1358,18 euros. Em Abril, os trabalhadores ainda não tinham conseguido escapar ao efeito corrosivo da inflação nos seus salários, uma vez que o aumento homólogo foi de 5,8%, praticamente idêntico à variação do índice de preços, de 5,7%.

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A publicação indica ainda que, analisando a evolução acumulada, entre Janeiro e Maio, a remuneração média subiu 7,8%. Ora como a inflação média anual do ano passado foi precisamente de 7,8%, isto significa que, no conjunto dos primeiros cinco meses do ano, não houve efectivamente um ganho real, mas apenas reposição da parcela que foi absorvida pelo aumento do custo de vida.

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