O salário mínimo nacional deverá subir cerca de 40 euros no próximo ano, um acréscimo de perto de 6%, passando o valor dos actuais 665 euros para 705 euros, revela o Dinheiro Vivo.
A promessa de chegar aos 750 euros por mês no final da legislatura, em 2023, consta do Programa do Governo. «Aprofundar a trajectória plurianual de atualização real do salário mínimo nacional, de forma faseada, previsível e sustentada, evoluindo em cada ano em função da dinâmica do emprego e do crescimento económico, com o objectivo de atingir os 750 euros em 2023», lê-se no documento.
De acordo com fonte oficial do gabinete de João Leão, ouvida pela Dinheiro Vivo, prevê-se «um aumento de cerca de 6% da própria remuneração mínima mensal garantida (RMMG) em cada ano, atingindo os 750 euros/mês até 2023.»
A publicação avança que, tendo em conta estes valores, o salário mínimo terá um aumento de 49% face a 2015 quando o PS assumiu a liderança do executivo com o apoio do BE e do PCP, na chamada “geringonça”.
De acordo com os cálculos do DV, esta variação elevará o salário mínimo para os 704,9 euros (705 euros, arredondando) em 2022 e, para atingir a meta dos 750 euros em 2023, o esforço terá depois que ser maior, de 6,4%.
Em causa estará um universo de mais de 800 mil pessoas, cerca de um quinto dos trabalhadores por conta de outrem.
Nos últimos 12 anos, o salário mínimo nacional teve actualizações nominais todos os anos, à excepção do período entre 2012 e meados de 2014, quando ficou congelado nos 485 euros por mês.
O Dinheiro Vivo revela que a subida do salário mínimo planeada para 2022 vai ser acompanhada na função pública, consumindo os níveis da Tabela Remuneratória Única (TRU): o quinto, actualmente em 703,13 euros, e posição de entrada dos assistentes técnicos, assim como a segunda posição dos assistentes operacionais. Em 2019 e 2020, o salário mínimo no Estado foi mais elevado do que no privado.














