Outro indicador revela também que apenas 21% consegue poupar. O rendimento assume também um peso determinante na pressão financeira dos agregados familiares, pois entre os inquiridos que auferem menos de 1000 euros, 37% afirmam sentir stress financeiro constante, uma percentagem que desce para 5% entre aqueles que recebem 4000 euros ou mais.
Para o total dos consumidores, mais de metade assume o crédito como algo útil, ou seja, 56% encaram o crédito como uma forma rápida e simples de concretizar projectos e 40% afirma que recorreria ou ponderaria recorrer a um empréstimo pessoal para um projecto.
O estudo indica ainda que a pressão sobre o orçamento familiar continua a fazer-se sentir: dois em cada três inquiridos (66%) afirmam já ter passado pela experiência de o salário acabar e 3% garantem que o salário nunca dura até ao final do mês. Para 37% dos consumidores, o salário cobre tranquilamente as despesas básicas mensais.
A alimentação lidera nas despesas que consomem o orçamento ao ser referida por 74% dos entrevistados, seguindo-se os encargos com a habitação (59%), como a renda ou a prestação da casa e as despesas de serviços como água, electricidade, gás e internet (51%).
Por outro lado, apenas 22% dos inquiridos afirmam conseguir lidar tranquilamente com despesas inesperadas, enquanto 41% reconhecem que essa capacidade depende do mês ou que não conseguem de forma nenhuma lidar com encargos inesperados.
Para as famílias com filhos em idade escolar, o regresso às aulas representa um encargo adicional. De acordo com o barómetro de outono do Oney, 30% afirmam que o rendimento não é suficiente para assegurar estas despesas e 22% admitem recorrer ao crédito para cobrir estas despesas extra.
Entre os inquiridos que recorreriam ao crédito, o cartão de crédito é a opção preferida por 67% e crédito pessoal seria a solução para 30% dos entrevistados.
Realizado pela More Results, o Barómetro de outono do Oney ouviu 1017 adultos ativos residentes em Portugal, com idade média de 43 anos e média de salário líquido mensal entre 1000 e 1999 euros.
















