Os salários cresceram, em Outubro de 2020, 3,4% face ao mesmo mês do ano anterior, totalizando 1250,75 euros de ganho médio mensal, tendo-se «atenuado ligeiramente» a diferença entre géneros, indicou o Centro de Relações Laborais (CRL).
Num relatório sobre emprego e formação, que compila dados de várias fontes oficiais, como o Instituto Nacional de Estatística (INE), o Governo ou o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), entre outros, o CRL indicou que, em Outubro de 2020, «o ganho médio mensal, no Continente, dos trabalhadores por conta de outrem que trabalhavam a tempo completo era de 1250,75 euros, o que representou um aumento de 3,4% face a Outubro do ano anterior», sendo que «a mediana do ganho era de 926,14 euros, tendo registado um aumento de 3,8% relativamente ao ano anterior».
Paralelamente, «o ganho médio mensal masculino era 1349,35 euros, enquanto o feminino totalizava 1130,87 euros», indicou o CRL, destacando que «ambos cresceram, relativamente a 2019, embora o feminino mais do que o masculino, pelo que a diferença entre salários médios se atenuou ligeiramente, como aliás já vinha acontecendo nos últimos anos. Assim, em 2020, o salário médio mensal feminino representava 83,8% do salário masculino quando, há cinco anos, constituía 80,9%», referiu.
O CRL destacou ainda que, «de acordo com a informação disponibilizada pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do MTSSS [Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social], em 2019 ocorreram, em Portugal, cerca de 196,2 mil acidentes de trabalho, entre os quais se contabilizaram 104 acidentes mortais, menos uma morte e mais 441 acidentes em relação ao ano anterior».
No entanto, «considerando a evolução da sinistralidade laboral nos últimos cinco anos, constata-se uma certa tendência de decréscimo do número de acidentes, em particular mortais», salientou.
O CRL também analisou os apoios concedidos devido à pandemia, indicando, segundo as Estatísticas da Segurança Social, que se constata, «relativamente às medidas de apoio no âmbito da COVID-19, ao longo de 2021» que «um total de 1.724.954 pessoas singulares e 146.385 entidades empregadoras usufruíram de apoios COVID, o que correspondeu a um montante pago de 2.158.087.568,61 euros».














