Salários cresceram cerca de 4% este ano. Funções operacionais lideram

Os dados são do estudo Total Compensation da Marsh Portugal.

Margarida Lopes
16 de Setembro 2026 | 09:40
Salários cresceram cerca de 4% este ano. Funções operacionais lideram

Os aumentos salariais observados em 2026 foram em média entre 3,3% e 3,4%, sendo que para 2027 prevê-se uma moderação, com a média a manter-se próxima dos 3,3%, mas com a mediana em 3% (3,5% em 2026), indica o estudo Total Compensation da Marsh Portugal.

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Uma análise da variação efectiva dos salários entre 2025 e 2026 reforça a tendência de “achatamento salarial” que já se vinha a verificar. No mercado geral, em média, os salários registaram uma variação de 4,1% naquele período. No entanto, esta variação foi alimentada sobretudo por um crescimento (6,5%) em funções mais operacionais, enquanto que, para os restantes grupos funcionais se observa uma média de 1,3%.

Segundo o estudo este “achatamento” da estrutura salarial poderá estar relacionado, entre outros fatores, com a evolução do salário mínimo nacional, que coloca uma pressão significativa sobre os aumentos em funções mais operacionais. Em resultado, o crescimento dos salários nestes níveis foi superior ao registado para os restantes níveis funcionais, contribuindo para uma redução relativa das diferenças de remuneração entre níveis de responsabilidade.

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Para Marta Dias, Rewards leader da Marsh Portugal, «o que se observa é quase um ritmo de crescimento dos salários a duas velocidades. Para as organizações, sobretudo em setores em que a base operacional é muito significativa, é cada vez mais desafiante gerir a revisão salarial e assegurar a capacidade de diferenciar através da remuneração diferentes níveis de responsabilidade. É por isso que falamos de achatamento, porque a diferenciação entre níveis tem diminuído».

Neste contexto, o estudo destaca que o conceito de “incremento diferenciado” é uma orientação cada vez mais seguida pelas empresas. Ou seja, há cada vez mais uma separação entre os aumentos salariais gerais e os que são atribuídos por mérito. Por isso, o desempenho individual é actualmente um factor primário considerado pelas empresas para suportar as suas decisões durante o processo de revisão salarial. A maior parte das empresas que participou no estudo realiza a revisão salarial nos meses de Janeiro, Março e Abril.

A maioria das empresas que participou no estudo prevê, este ano e no próximo, aumentar ou manter o número de colaboradores. De acordo com os resultados do estudo, que envolveu empresas nacionais e internacionais com actividade em Portugal, este ano 22% das organizações prevê aumentar o número de colaboradores, enquanto 58% espera manter a dimensão actual da sua força de trabalho. Apenas 8% antecipa uma redução do número de colaboradores. Para 2027, 13% prevê aumentar o número de colaboradores, 48% espera manter o seu efectivo e 6% antecipa uma redução.

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