
Salários e pensões mais baixas vão aumentar. Saiba o que vai mudar este ano
As pensões até 658 euros vão ter um aumento extraordinário de 10 euros, mas este bónus só vai ser sentido em Fevereiro. O Ministério das Finanças fez saber que «o aumento relativo ao mês de Janeiro será pago em conjunto com o mês de Fevereiro», adiantando que vai abranger cerca de 1,9 milhões de reformados. Quanto às restantes pensões, vão ficar congeladas, podendo abranger cerca de 2,1 milhões de pensionistas, avança o Dinheiro Vivo.
A publicação revela ainda que o governo aprovou também um aumento do salário mínimo nacional para os 665 euros, em vigot a partir de 1 de Janeiro, ou seja, mais 30 euros por mês do que o valor de 2020.
Trata-se de um acréscimo de 4,7%. O executivo prometeu um mecanismo de compensação para as empresas suportarem este acréscimo, mas ainda não são conhecidos os pormenores. O aumento do salário mínimo deverá abranger perto de 800 mil trabalhadores.
O governo também promete aumentos para os salários mais baixos da função pública. O valor ainda não é conhecido, mas o secretário de Estado da Administração Pública chamou os sindicatos para reuniões na próxima segunda-feira de manhã. Neste momento, o salário mais baixo da Tabela Remuneratória Única (TRU) do Estado é de 645,07 euros, ou seja, fica abaixo do salário mínimo nacional. Para igualar o valor, o governo terá de subir 20 euros, no mínimo, mas os sindicatos querem mais, mantendo a diferença.
Segundo a publicação, o novo ano traz também algum alívio no IRS, através de uma redução média de 2% nas taxas de retenção na fonte. O governo diz que deixa no bolso dos portugueses 200 milhões de euros. Não se trata de nenhuma redução do imposto. As retenções na fonte são um adiantamento mensal que os contribuintes fazem aos cofres do Estado.
No ano seguinte, quando o fisco liquida o imposto, fazem-se os acertos e o que foi pago a mais é devolvido, sob a forma de reembolso. Se as retenções baixam, também os reembolsos no ano seguinte irão encurtar, como vai acontecer em 2022. Também mais 20 mil contribuintes vão ficar isentos de pagar IRS com a subida do mínimo de existência.