Salários no sector de IT atingem os 150 mil euros anuais. Veja em que funções

Margarida Lopes
19 de Fevereiro 2026 | 08:40

De acordo com o Guia Salarial 2026 da Adeccoa procura por talento tecnológico mantém-se elevada, mas o mercado está cada vez mais selectivo, valorizando profissionais capazes de combinar especialização técnica, visão estratégica e capacidade de resposta a ambientes complexos e em constante evolução.

Em 2026, destacam-se três grandes eixos de valorização no sector de Information Technology (IT): liderança tecnológica, dados e inteligência artificial e cibersegurança, reflectindo as prioridades das organizaçõeem matéria de inovação, eficiência operacional e protecção da informação.

As funções de liderança continuam a concentrar os valores salariais mais elevados no sector de ITEm Lisboa, cargos como VP / director of IT podem atingir os 150 mil euros anuais, enquanto funções como CIO – Chief Information Officer e CTO – Chief Technology Officer apresentam faixas salariais que podem chegar aos 130 mil e 120 mil euros, respectivamente.

No Porto, estes valores mantêm-se próximos, reflectindo a crescente maturidade tecnológica das organizações fora da capital. Esta valorização reflecte o papel estratégico destas funções na definição da arquitectura tecnológica, na governação de sistemas críticos e na ligação entre tecnologia e negócio.

A área de Infraestrutura continua a ser essencial para garantir estabilidade, segurança e escalabilidade dos sistemas. Funções como Solutions architect e Enterprise architect podem atingir valores entre 65 mil e 110 mil euros anuais, enquanto cargos como Tech lead IT Infrastructure e Cloud architect se situam entre 45 mil e 80 mil euros, acompanhando a migração para ambientes cloud e híbridos.

Continue a ler após a publicidade

Na cibersegurançaa pressão regulatória e o aumento daameaças digitais reforçaa valorização dos perfis especializados. Funções como CISO – Chief Information Security Officer podem atingir os 120 mil euros anuais, enquanto posições como manager Cybersecurity e Cybersecurity Engineer variam entre 70 mil e 100 mil euros e 45 mil a 85 mil euros, respectivamente.

A área de Software Development continua a apresentar uma procura consistente por perfis técnicos especializados. Funções como Tech lead (Software Development) e Software architect situam-se entre 60 mil e 90 mil euros anuais, enquanto programadores com domínio de linguagens como Java, Python, .NET ou PHP apresentam faixas que podem atingir os 75 mil euros, dependendo da senioridade e complexidade dos projectos.

Também perfis ligados a DevOps, QA e Site Reliability Engineering registam uma valorização crescente, com salários que variam entre 40 mil e 80 mil euros, reflectindo a importância da qualidade, escalabilidade e fiabilidade das soluções tecnológicas.

Continue a ler após a publicidade

Por sua vez, os sistemas ERP, em particular SAP, mantêm-se entre as áreas mais valorizadas do sector. Funções como head of SAP podem atingir os 150 mil euros anuais, enquanto cargos como SAP manager e SAP lead apresentam faixas entre 80 mil e 130 mil euros. Perfis técnicos especializados, como SAP ABAP developer, SAP Integration developer ou SAP FI/CO, situam-se maioritariamente entre 45 mil e 90 mil euros, reflectindo a escassez de talento e a complexidade das implementações.

No entanto, a explosão de dados e a adopção de Inteligência Artificial estão a transformar profundamente o sector de IT. Funções como head of Ae VP of Data podem atingir valores entre 70 mil e 150 mil euros anuais, enquanto perfis como AI engineer, Data engineer e Machine Learning specialist apresentam faixas entre 45 mil e 75 mil euros. A crescente relevância de AI Governance e de conformidade na utilização de dados reforça também a valorização de perfis capazes de garantir uso ético, seguro e regulado da tecnologia.

Apesar da forte valorização salarial, o Guia Salarial 2026 sublinha que a competição por talento em IT é cada vez mais intensa. Progressão clara, projectos tecnologicamente desafiantes, flexibilidade, autonomia e equilíbrio entre exigência e sustentabilidade profissional são factores determinantes na atracção e fidelização dos melhores perfis.

Partilhar


Mais Notícias