A evolução da população activa e a diminuição do desemprego contribuíram para que a Segurança Social tenha registado um saldo de 1,3 mil milhões de euros, em 2022, o que contribuiu para que este ano, este valor possa atingir os 3,1 mil milhões de euros, «o maior de sempre», nas palavras da Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho.
Em Março, a população activa em Portugal atingiu um «número recorde» de 5,2 milhões, com a Segurança Social a contabilizar 4,9 milhões de trabalhadores registados e com contribuições regulares, dão conta os dados do Ministério do Trabalho.
No mesmo mês, verificou-se um aumento de 150 mil trabalhadores ativos no mercado de trabalho face ao mesmo período do ano passado, destacou Ana Mendes Godinho ao relatar que o número de desempregados inscritos no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) recuou sendo agora «o mais baixo dos últimos 30 anos».
Ana Mendes Godinho usou o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social como exemplo da saúde financeira do sistema, referindo que «a almofada financeira das pensões terá uma valorização na casa dos 4%».
De acordo com a Ministra da Segurança Social «conseguimos melhorar as projecções negativas» deste fundo, decisão que fez os saldos negativos ficarem adiados para 2033, já incluindo o aumento intercalar das pensões a partir de Julho.
Quando foi anunciada a suspensão da fórmula de actualização das pensões, o Executivo argumentou ter necessidade de garantir a sustentabilidade da Segurança Social e o compromisso intergeracional, no entanto, oito meses depois, decidiu alterar esta medida.














