São estas as 25 marcas mais valiosas em Portugal (a liderança mantém-se)
Margarida Lopes
17 de Junho 2025 | 10:40
A consultora OnStrategy apresentou os resultados referentes às Marcas portuguesas mais valiosas em 2025. A EDP continua a ser a marca mais valiosa. A Galp Energia e Jerónimo Martins continuam a ocupar o Top 3. Já a CGD e Millennium BCP ascendem ao Top 5.
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São as 25 Marcas Portuguesas Mais Valiosas em 2025:
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Com crescimentos relevantes, acima de 20%, registam-se:
Novo Banco +90,4%
Fidelidade +56,4%
Millennium BCP +35,4%
TAP +32,1%
Grupo Mota Engil +31,3%
CGD +30,0%
CTT +25,7%
CUF Saúde +23,4%
Jerónimo Martins +21,1%
Em termos sectoriais, são de realçar as seguintes conclusões:
1. Energia (Power / Oil & Gas)
Apesar de a marca EDP manter a liderança nacional, o sector energético registou quedas nas principais marcas (GALPENERGIA (-7,0%) e EDP Renováveis (-5,1%)). Este desempenho reflecte a instabilidade nos preços da energia e a pressão sobre margens operacionais num contexto de transição energética.
Tendência: Descarbonização e investimentos em energias renováveis continuam a moldar o sector, embora ainda em fase de consolidação. As recentes medidas tomadas pela Administração Trump também pressionaram o sector, nomeadamente nas Energias Renováveis.
2. Banca
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O sector bancário português apresenta um dos melhores desempenhos em 2025, com destaque para as marcas Novobanco (+90,4%) e Millennium BCP (+35,4%), impulsionados pela melhoria da rendibilidade, redução do malparado e recuperação de confiança dos clientes.
Tendência: A consolidação tecnológica, a recuperação da reputação e a normalização das taxas de juro favoreceram a valorização das marcas.
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3. Seguros
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A marca Fidelidade cresceu +56,4%, impulsionada por inovação em produtos digitais, expansão internacional e reforço da relação com o cliente.
Tendência: A confiança institucional e a digitalização dos canais de subscrição estão a consolidar a presença da marca.
4. Distribuição e retalho (Retail)
A maioria das marcas do sector registou crescimentos sólidos, com as marcas Jerónimo Martins (+21,1%) e Continente (+12,3%) a liderarem. A performance foi alavancada pelo aumento do consumo privado e adaptação eficaz ao canal digital.
Tendência: A inovação logística e a fidelização através de plataformas omnicanal impulsionaram o reconhecimento das marcas.
5. Telecomunicações
Crescimento modesto, mas positivo para as marcas MEO (+5,2%) e NOS (+2,6%); com o sector a beneficiar dos investimentos em 5G e na digitalização de serviços, enfrentando contudo forte concorrência e pressão sobre preços.
Tendência: A consolidação de serviços e o foco na experiência do cliente continuarão a ser diferenciadores-chave.
6. Transportes e serviços
Há uma evidencia de recuperação notável, com a marca TAP a crescer +32,1% e a marca CTT a crescer +25,7%. A retoma da mobilidade e do turismo, bem como a aposta em e-commerce, foram motores essenciais.
Tendência: Expansão de serviços logísticos e optimização operacional estão a reposicionar as marcas com mais relevância.
7. Engenharia e Construção
Com um crescimento de +31,26% da marca Grupo Mota Engil o sector beneficia de uma forte carteira de projectos, particularmente em mercados externos e obras públicas.
Tendência: A internacionalização e os investimentos no sector das infraestruturas sustentam o crescimento.
8. Bebidas (Alcoólicas e Não-Alcoólicas)
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Super Bock, Sagres e Delta registam crescimentos modestos (+3% < +7%), reflectindo uma estabilização após o impacto da pandemia, mas com desafios no canal Horeca e aumento dos custos de produção.
Tendência: As marcas apostam em portefólios premium e estratégias de proximidade com o consumidor.
9. Saúde e Cuidados Hospitalares
Com crescimentos sólidos das várias marcas, e em particular da marca CUF (+23,4%), o sector continua a expandir infraestruturas e a reforçar a notoriedade das suas marcas.
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Tendência: A procura crescente por serviços de saúde privada e a aposta em tecnologia clínica suportam a valorização.
10. Indústria (Papel e Floresta)
Crescimento marginal da marca The Navigator Company (+1,3%), num sector pressionado por custos logísticos e instabilidade internacional.
Tendência: A transição para produtos sustentáveis e com menor pegada ambiental poderá reposicionar o sector nos próximos anos.
O estudo foi feito de acordo com a metodologia de Royalty Relief e desenvolvido em conformidade com a certificação das normas ISO20671 (avaliação de estratégia e força) e ISO10668 (avaliação financeira).