A CEGOC apresentou os principais resultados do white paper internacional “Inteligência Artificial & Aprendizagem”, que dá conta dos principais avanços da IA e mostra como está a evoluir a relação simbiótica cada vez mais estreita entre humanos e máquinas, através da combinação das suas diferentes capacidades.
O white paper aborda os seguintes conteúdos:
- A IA como parte do processo de aprendizagem: Esta introdução mostra como a IA já está presente no nosso dia a dia sob a forma de chatbots, robôs, objectos conectados entre si, smart speakers, assistentes inteligentes, algoritmos de redes sociais, entre outros, revelando que na área de L&D, encontramo-nos ainda na fase de aplicações de IA fraca. Este tipo de IA é capaz de reflectir, compreender um determinado contexto e desenvolver o seu próprio raciocínio através do conceito “consciência da máquina”, permitindo percursos de aprendizagem mais inovadores, personalizados e eficazes, assim como a redução de tarefas repetitivas e burocráticas/não-formativas por parte do formador.
- Utilizar a IA para adaptar continuamente um percurso de aprendizagem: Este capítulo fala de como a IA utiliza dados e análises para ajustar continuamente os percursos de aprendizagem de cada formando, proporcionando uma aprendizagem mais diferenciada (o formando escolhe o percurso de aprendizagem de entre vários percursos organizados em categorias predefinidas); uma aprendizagem mais personalizada (percursos de aprendizagem diferentes para cada formando, resultantes de uma combinação entre o perfil e os recursos que mais se adequam ao formando); e uma aprendizagem mais adaptativa (que utiliza dados, metadados e análises comportamentais para ajustar e melhorar continuamente a jornada de aprendizagem de cada utilizador).
- Utilizar a IA para melhorar o ambiente de aprendizagem – o aparecimento dos “learning companions”: Estas páginas abordam a IA aplicada a ambientes de aprendizagem através do crescimento de “learning companions”, assistentes inteligentes que funcionam simultaneamente como um coach, um mentor e um tutor – conhecem as preferências de cada formando a partir das informações que recolhem nas redes sociais; fazem perguntas, estabelecem ligações e disponibilizam conteúdo de aprendizagem válido e confiável; identificam os parceiros de aprendizagem mais indicados (colegas, especialistas, pares, etc.); e dão feedback positivo através de recursos interativos (processamento de linguagem natural, análise de vídeo, chatbots, etc.) para manter os formandos motivados a longo prazo.
- Utilizar a IA para transformar a experiência de aprendizagem e a profissão de formador: Este capítulo explica como num futuro próximo, a IA estará pronta para ajudar os formadores a identificarem ações ou fases com valor acrescentado, bem como os principais momentos em que o formando apresenta cansaço ou risco de abandonar a formação (cronobiologia), à medida que avança nas suas atividades de aprendizagem. A IA também irá contribuir para “aliviar” os formadores de tarefas repetitivas que lhes permitirão focar-se mais no apoio prestado aos formandos e na realização de tarefas mais complexas/criativas.
- Estabelecer um enquadramento ético para a IA na aprendizagem: cenários catastróficos e como evitá-los: Estas páginas explicam que os algoritmos não possuem fronteiras morais nem princípios éticos, pelo que cabe aos seres humanos que conceberam estes algoritmos prever e regulamentar os seus efeitos através do estabelecimento de princípios e a definição de um enquadramento que proteja os interesses dos formandos. A CEGOC identificou os três grandes riscos da IA na aprendizagem (exclusão; opacidade; e partilha de dados sem controlo) e apresenta princípios para ajudar a mitigar estes riscos.
Nas palavras de Catarina Correia, head of Marketing & Communication na CEGOC, a partilha deste novo white paper reforça a missão e o ADN do Grupo CEGOC, líder europeu da área de L&D, de responder ao desafio crucial de ajudar a desenvolver competências de uma forma sustentável e responsável. «Tal como assistimos à expansão da Internet nos anos 2000, na década de 2020 poderemos assistir ao crescimento de uma forma acessível de IA que nos ajude a desenvolver competências de forma mais eficaz, personalizada e inteligente. Este white paper ajuda-nos a antever (e a preparar) as principais tendências internacionais no campo da IA aplicada à aprendizagem – mas deixa claro que quanto mais a tecnologia avança, mais decisiva e fundamental se torna a interação humana. Por outras palavras: ajuda a desmitificar a ideia de que a IA vai, por exemplo, acabar simplesmente por substituir a figura do formador, sublinhando que mais do que uma ‘rivalidade’, trata-se de uma verdadeira ‘simbiose’ entre humanos e máquinas, e da combinação das suas diferentes capacidades».














