São estes os principais desafios (e oportunidades) para as mulheres no ambiente de trabalho pós-pandemia

Margarida Lopes
15 de Março 2024 | 14:40

A pandemia trouxe consigo uma série de transformações profundas em todos os aspectos da vida, incluindo o profissional. Com o surgimento de novas realidades e necessidades, as mulheres enfrentam novos desafios. A pensar nisto, a Robert Walters identificou os desafios e oportunidades das mulheres no trabalho no pós-pandemia.

 

Durante a pandemia as mulheres enfrentaram desafios adicionais nas suas carreiras. O aumento das responsabilidades domésticas, falta de apoio para cuidar das crianças e idosos, além do impacto da crise económica, foram alguns dos obstáculos enfrentados. A mulher pós-pandemia precisa de lidar com as consequências destes desafios e procurar formas de reequilibrar a sua vida profissional e pessoal.

A pandemia acelerou a adopção de novas formas de trabalho, como o teletrabalho e o trabalho híbrido. Esta mudança pode proporcionar às mulheres maior flexibilidade para conciliar as suas responsabilidades familiares e profissionais. Além disso, a valorização das competências digitais e a crescente exigência por profissionais especializados nas áreas como tecnologia e comunicação virtual podem abrir portas para as mulheres, permitindo-lhes ocupar posições antes dominadas pelos homens.

A era pós-pandemia oferece oportunidades para as mulheres se reinventarem no ambiente de trabalho. A flexibilidade proporcionada pelo trabalho remoto pode permitir que as mulheres procurem novas formas de empreendedorismo, criando os seus próprios negócios e dessa forma moldarem a sua carreira de acordo com as suas necessidades e interesses.

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Além disso, a diversidade e inclusão estão cada vez mais em pauta, e as empresas estão à procura de ampliar a representatividade feminina em cargos de liderança. Actualmente, as novas contratações das empresas são 50% mulheres, mas apenas 17% mantêm cargos de chefia. Superar os desafios: Apesar das oportunidades, ainda existem desafios a ser superados. É necessário investir em políticas de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, bem como em programas de apoio à educação e desenvolvimento das mulheres. Além disso, é fundamental combater a persistência de estereótipos de género e preconceitos no ambiente de trabalho, garantindo a igualdade de oportunidades e remuneração justa.

Susana Costa, senior Manager do departamento de Finance, legal e HR da Robert Walters, afirma que «a era pós-pandemia desenhou um novo panorama no mercado de trabalho, especialmente para as mulheres. Enquanto a pandemia expôs e exacerbou as disparidades de género, como a carga desproporcional de responsabilidades domésticas e familiares, a transição para um ambiente de trabalho pós-pandémico apresenta oportunidades para a reconstrução de um sistema mais equitativo».

«Com a adopção generalizada de modelos de trabalho flexíveis e a crescente valorização das competências digitais, as mulheres trabalhadoras têm a oportunidade de redefinir as suas carreiras, conquistar maior autonomia e buscar uma melhor integração entre o trabalho e a vida pessoal», conclui.

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