Com a persistência da escassez de mão-de-obra a nível global, alguns sectores estão a ter mais dificuldade do que outros em encontrar trabalhadores qualificados.
Com base numa pesquisa global do ManpowerGroup sobre desafios de contratação e no Future of Jobs Reporta 2025 do Fórum Económico Mundial, o Visual Capitalist classifica os sectores pela percentagem de empregadores que prevêem dificuldades de contratação a curto prazo. Do mercado imobiliário à saúde, revela como a oferta de talento varia entre os setores económicos.
Enquanto alguns problemas de contratação decorrem de tendências económicas mais amplas, outros devem-se a factores específicos do sector, tais como as competências necessárias, a estabilidade percepcionada do emprego ou as condições de trabalho.

O mercado imobiliário lidera a lista, com 60% dos empregadores a preverem dificuldades de contratação. As taxas de juro elevadas e a volatilidade do mercado podem tornar este sector menos atractivo para quem procura emprego e estabilidade. Além disso, as competências transferíveis, como vendas, marketing e análise de dados, permitem aos potenciais candidatos explorar oportunidades em sectores mais estáveis ou com uma forte presença tecnológica.
O sector do Alojamento, Alimentação e Lazer segue de perto, com 55% dos empregadores a prever escassez de talento. A recuperação pós-pandemia aumentou a procura, mas as condições de trabalho e a remuneração continuam a ser desafiantes.
Entretanto, sectores adjacentes à indústria, como a Química e Materiais Avançados (50%) e a Manufactura Avançada (40%), também enfrentam dificuldades na contratação, provavelmente devido ao fosso de qualificação e à redução do número de profissionais técnicos.
No outro extremo do espectro, sectores como a Saúde (22%), as Telecomunicações (24%) e a Educação (25%) reportam menos dificuldades na contratação. Estes sectores têm frequentemente trajectórias de carreira bem definidas e uma procura estável, o que pode ajudá-los a atrair talento com mais facilidade. Além disso, o sector tecnológico, apesar do seu ritmo acelerado, regista apenas 28% dos empregadores a referirem dificuldades na contratação.














