Se está à procura de emprego tenha isto em atenção

Margarida Lopes
5 de Junho 2020 | 11:05

As altas taxas de desempregados fazem com que as empresas sejam muito mais vulneráveis a tentativas de phishing. A equipa de investigadores da Check Point® Software Technologies detectou uma nova campanha de ciberameaças através da utilização de documentos que simulam currículos para difundir distintos tipos de malware.

 

Estes ficheiros são enviados por e-mail como um documento em anexo em formato Microsoft Excel, e uma vez abertos pelas vítimas, pede-lhes que desbloqueiem o conteúdo. Ao fazê-lo, é efectuado um download do malware ZLoader, um troiano bancário desenhado para roubar credenciais e informação privada dos utilizadores. Desta forma, um cibercriminoso pode realizar transacções económicas ilícitas a seu favor fazendo-se passar pela vítima.

Nos Estados Unidos, nos últimos dois meses duplicou o volume de campanhas maliciosas que utilizam esta temática em consonância com um aumento significativo da preocupação com este tipo de temas relacionados com o envio de currículos para conseguir um novo trabalho. A Check Point assinala que só em Maio registaram-se 250 novos domínios que continham a palavra 2emprego”, dos quais 7% eram maliciosos e uns 9% são suspeitos.

«À medida que aumenta a taxa de desemprego, os cibercriminosos aumentam a sua actividade maliciosa. Actualmente, usam currículos para obter informação valiosa, especialmente de âmbito económico, como as credenciais bancárias», refere Omer Dembinsky, manager of Data Intelligence na Check Point.

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«Por esta razão, na Check Point reforçamos a recomendação de pensar muito bem como deve abrir qualquer correio electrónico ou outro tipo de comunicação que provenha de um remetente desconhecido e contenha um currículo em anexo, já que poderá não conter o conteúdo e o perfil que esperava», conclui Omer Dembinsky.

Os especialistas da empresa deixam algumas sugestões de como se manter protegido face a este tipo de ataques:

1. Precaução com os domínios parecidos: Prestar atenção aos erros ortográficos nos diferentes correios electrónicos ou websites

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2. Duvidar de remetentes desconhecidos: Deve desconfiar de todos os ficheiros recebidos por correio electrónico provenientes de pessoas desconhecidas, sobretudo se solicitam informação ou pedem para efectuar alguma actividade fora do habitual, como seja a confirmação de passwords ou dados bancários.

3. Usar fontes autênticas: Há que assegurar-se que está a comprar artigos via fontes autênticas. Uma forma de não cair numa fraude é NÃO CLICAR nos links promocionais dos e-mails, realize uma pesquisa no Google referente ao vendedor desejado.

4. Desconfiar das ofertas especiais: Aquelas mensagens que oferecem «Uma cura exclusiva para a COVID-19 por 150 euros» não são uma oportunidade de compra fiável. Enquanto não há uma cura para a COVID-19 não caia nesta tentação, e mesmo que existisse, não seria oferecida via e-mail.

5. Não reutilizar a mesma password: É importante assegurar-se que não utiliza as mesmas passwords entre diferentes aplicações e contas

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