Já foram instalados os primeiros 14 radares que detectam a velocidade média dos automobilistas nas estradas portuguesas. Faltam ainda seis do total de 20 previstos pela Autoridade Nacional da Segurança Rodoviária (ANSR), avançou a Renascença.
De acordo com a publicação, não se sabe ainda quando vão estar a funcionar, mas vão estar devidamente identificados com o sinal de trânsito “H42 – velocidade média”.
Os testes estão a decorrer nas regiões do Porto (A3), Coimbra (A1 e EN109), Santarém (A1), Setúbal (EN10, EN378, EN4 e IC1), Évora (A6 e IP2) e Beja (IC1).
Em declarações ao Público, fonte oficial da ANSR «com estes novos radares, o SINCRO vai também proceder à fiscalização da velocidade praticada pelos condutores através da medida da velocidade média do veículo entre dois pontos predefinidos na estrada».
Como funcionam os novos radares?
Dois radares são colocados num troço específico de uma via. No primeiro radar, é registada a matrícula do veículo, assim como a hora de passagem. Mais à frente, no mesmo trajecto, o outro radar fará exactamente o mesmo. Com base na hora de entrada e saída nesse troço, é calculado o tempo que o veículo demorou a percorrê-lo, assim como a velocidade média. Se o condutor completou a distância entre as duas câmaras num tempo inferior ao mínimo estipulado, significa que não cumpriu o limite de velocidade. Desta forma, considera-se que circulou em excesso de velocidade.
Por exemplo, numa via em que o limite máximo seja de 100km/h, a cada segundo percorrem-se 27.8 metros. Se a distância entre o primeiro e o segundo radar for de 1000 metros, significa que serão necessários 36 segundos, no mínimo, para percorrer essa distância. Se o tempo for inferior a esse tempo referência, significa excesso de velocidade.














