Se quer ser mais empático, veja como proceder (e pare já de dizer “Também passei por isso”)

Quando se trata de demonstrar empatia por alguém que está a passar por uma dificuldade pessoal muitas pessoas respondem contando uma experiência semelhante que tiveram, tentando mostrar ao outro que não está sozinho. Essa não é a estratégia mais indicada.

Human Resources
23 de Abril 2026 | 14:40
Se quer ser mais empático, veja como proceder (e pare já de dizer “Também passei por isso”)

«Embora possa vir com as melhores intenções, a abordagem “Também já passei por isso” desvia o foco da outra pessoa para si. E a verdadeira empatia não se trata de relatar a nossa história paralela — trata-se de ouvir atentamente», explica à CNBC, Emily Kasriel ex-jornalista e editora na BBC, investigadora no King’s College Policy Institute e coach executiva.

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Veja como ser mais autêntico na demonstração de empatia:

Esteja presente e observe a sua linguagem corporal

«Comece por eliminar qualquer distracção. Mantenha o seu telemóvel no silêncio e fora de vista. Respire fundo e deixe que a sua linguagem corporal mostre que está concentrado na outra pessoa», aconselha.

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Lembre-se de que a empatia vai para além das palavras — também se manifesta na forma como se apresenta. «A forma como comunica com o seu corpo, como a respiração, os ombros e as mãos, pode ajudar a pessoa com quem está a falar a sentir-se mais relaxada e a perceber que está num espaço seguro para se abrir.»

Repita uma palavra ou frase significativa que a pessoa tenha utilizado

«O seu interlocutor falou sobre uma experiência e descreveu-a como “realmente horrível”. Ao focar-se nesta expressão e repeti-la à pessoa, dá-lhe a oportunidade de reflectir sobre o que havia de tão horrível na situação, de se aprofundar e de se compreender melhor.»

Em vez de partilhar conselhos ou algo semelhante que tenha vivenciado, tente resumir a essência emocional do que a pessoa partilhou. «Ao aperceber-se das emoções, mesmo que não tenham sido expressas directamente, a pessoa com quem está a falar sente que está realmente a tentar compreendê-la e que os seus sentimentos e experiências são importantes.»

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Pratique o silêncio

Para fazer com que as pessoas se sintam apoiadas e compreendidas, nem sempre é necessário responder de imediato. Aliás, «o silêncio é uma forma subestimada de fortalecer a sua ligação com os outros. Demonstra que não está a controlar a conversa e permite um ritmo natural».

Mesmo breves pausas de três a dez segundos podem diminuir a frequência cardíaca e a pressão arterial, criando espaço para uma reflexão mais profunda. «Neste silêncio, a confiança cresce e emerge uma compreensão mais profunda.»

Diga “Conta-me mais”

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Os interlocutores mais eficazes são curiosos e admitem prontamente o que não compreendem.

«Ao contrário das perguntas que direccionam a conversa para os nossos próprios interesses, dizer «Conta-me mais» permite que a pessoa decida o que importa e revele o que é mais importante para si — mesmo que, antes de falar consigo, não se tivesse apercebido disso.»

Esta frase encoraja a partilhar de forma mais autêntica. «Muitas vezes, ouvir é apenas uma transacção. Estamos apenas a fingir o acto de ouvir, esperando o momento certo para explicar as nossas próprias ideias, soluções, a resposta «certa» — interrompendo o significado e destruindo o pensamento. Mas quando dá a si e aos seus interlocutores o espaço e a atenção para se expressarem plenamente, isso pode transformar as suas relações.»

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