A facturação do sector da restauração em Portugal registou uma significativa recuperação em 2021, tendo crescido 14,2%, face a 2020, para os 3,5 mil milhões de euros. De acordo com a análise sectorial da Informa D&B, apesar desta recuperação, o sector mantém valores 25% abaixo do que registou em 2019.
O segmento de comida rápida foi o mais dinâmico, devido à sua competitividade de preços e às mudanças nos hábitos de consumo da população. Neste segmento, o volume de negócios cresceu 19% em 2021, para os 1,1 mil milhões de euros, o equivalente a 31% do total do sector.
Segundo a análise da Informa D&B, o volume de negócios dos restaurantes vai manter a tendência de crescimento em 2022, com os principais grupos de restauração no segmento de comida rápida a continuar a ganhar peso face aos restaurantes independentes de comida tradicional. É também de assinalar a crescente digitalização de processos e o prolongamento da tendência dos serviços de entrega ao domicílio e de recolha no restaurante, em consequência das mudanças nos hábitos dos consumidores.
O sector caracteriza-se por um elevado grau de fragmentação empresarial. A oferta é constituída maioritariamente por operadores independentes de pequena dimensão, em que a propriedade do capital coincide, regra geral, com a gestão da empresa, embora nos últimos anos se observe uma tendência para a concentração do negócio nas principais cadeias de comida rápida e de restauração informal.
Em 2020, havia 32 861 empresas gestoras de estabelecimentos de restauração a operar no mercado português mais 570 mais do que em 2019, o que corresponde a um aumento de 1,8%, consolidando a tendência de crescimento observada nos anos anteriores. As cinco empresas principais por volume de negócios detinham uma quota de mercado conjunta que rondava os 14%, enquanto a quota das dez principais se situava nos 17%.














