Sector farmacêutico está em profunda transformação e enfrenta crescente escassez de competências críticas

Margarida Lopes
16 de Dezembro 2025 | 08:40

A Hays, em parceria com a Everest Group, apresenta o Global Pharma and Life Sciences Talent Report 2025, que revela uma transformação profunda no mercado de talento para o sector farmacêutico e ciências da vida. O relatório destaca uma crescente escassez de competências críticas, impulsionada pela digitalização acelerada, inovação científica e complexidade regulatória.

O estudo mostra que a procura por talento especializado está a superar largamente a oferta, especialmente em áreas como inteligência artificial aplicada à descoberta de fármacos, engenharia de bioprocessos, conformidade regulatória e terapias avançadas.

A digitalização está a redefinir os perfis profissionais, com forte crescimento na procura por especialistas em dados, cloud, cibersegurança e automação.

Modelos de aquisição de talento estão a evoluir, com maior adoção de soluções como RPO (Recruitment Process Outsourcing), gestão de força de trabalho contingente e contratação baseada em competências.

A adopção de IA generativa e plataformas digitais de recrutamento está a ganhar tração, com empresas a investir em soluções para acelerar processos e melhorar a qualidade das contratações.

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O relatório sublinha que, para enfrentar a “guerra pelo talento”, as empresas devem investir em estratégias de longo prazo que combinem tecnologia, mobilidade interna, programas de carreira inicial e parcerias com universidades.

«O sector farmacêutico e de ciências da vida está a atravessar uma transformação acelerada, onde a combinação entre competências científicas e digitais se tornou essencial. As empresas enfrentam uma escassez real de talento especializado, e é urgente apostar em estratégias de upskilling, programas de carreira inicial e modelos de contratação mais ágeis para garantir competitividade e inovação. Em Portugal, estas tendências já se fazem sentir, com o crescimento da biotecnologia, das terapias avançadas e da produção local a exigir perfis técnicos cada vez mais especializados e difíceis de encontrar», afirma Andreia Fernando, Manager na Hays Portugal.

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