O sector português do têxtil e vestuário perdeu 5000 empregos em 2020 e registou decréscimos de 18% na produção e de 14% na facturação, avançou a associação sectorial.
«Relativamente ao ano de 2020 e com base na evolução dos índices de actividade, a ATP (Associação Têxtil e Vestuário de Portugal) estimou uma destruição de emprego de cerca de 5000 postos de trabalhos (equivalente a uma quebra de 4%), uma diminuição de 18% (menos 1.300 milhões de euros) na produção e de 14% (menos 1100 milhões de euros) no volume de negócios do sector», refere a associação em comunicado.
Segundo salienta a ATP, «a perda do emprego está a ser amortizada pelas empresas»: «Caso tivesse sido na mesma ordem de grandeza dos restantes indicadores, o sector teria perdido 20.000 postos de trabalho», refere.
Segundo os dados provisórios do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos a 2019 e as estimativas da ATP para 2020, o emprego no sector diminuiu de 136.336 para 131.539 trabalhadores entre um ano e o outro.
Já o volume de negócios passou de 7.701 milhões de euros em 2019 para 6.597 milhões de euros em 2020 e a produção diminuiu de 7.487 milhões de euros para 6.176 milhões de euros.
Quanto às exportações, ter-se-ão ficado pelos 4.643 milhões de euros no ano passado, contra os 5.215 milhões de euros de 2019.














