«Sectores fragilizados devem ser compensados pelo aumento do salário mínimo», defende presidente da CIP

Human Resources com Lusa
16 de Novembro 2021 | 12:00

O presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal defendeu hoje que as empresas dos sectores mais fragilizados e expostos à concorrência devem ser compensadas pelo aumento do salário mínimo nacional, cuja discussão arrancou esta manhã na Concertação Social.

“Há sectores mais fragilizados, mais expostos à concorrência internacional, com estruturas de pessoal mais debilitadas e há que acautelar o emprego dessas tipologias”, disse o presidente da CIP, António Saraiva, à entrada da reunião da Concertação Social onde está a ser discutida a actualização do salário mínimo nacional para 2022, que deverá passar de 665 euros para 705 euros.

Este ano, para compensar as empresas do aumento de 30 euros do salário mínimo, o Governo avançou com uma solução que passou por devolver aos empregadores uma parte da Taxa Social Única (TSU), uma medida que poderá agradar à CIP caso seja replicada este ano, admitiu António Saraiva.

“Eventualmente [uma medida idêntica seria suficiente] para essas tipologias mais fragilizadas”, afirmou o líder da CIP.

António Saraiva reafirmou que a CIP é favorável ao aumento do salário mínimo, mas tendo em conta “critérios objetivos” como a produtividade, crescimento económico e a inflação.

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“Tem de ser em negociação, não pode ser uma imposição”, sublinhou o presidente da CIP.

Também o presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiros, criticou, à entrada para a reunião, que a atualização do salário mínimo seja “uma imposição” e não uma negociação.

O Governo e os parceiros sociais começam hoje a discutir na Concertação Social a actualização do salário mínimo nacional, que deverá passar dos actuais 665 euros para os 705 euros em Janeiro do próximo ano.

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Na proposta de Orçamento do Estado para 2022 (OE2022), entretanto ‘chumbada’ no parlamento em 27 de Outubro, o Governo manteve o compromisso de alcançar os 750 euros até 2023.

Este ano, o salário mínimo nacional aumentou 30 euros, para 665 euros.

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