Segundo trimestre regista mais 28.800 colocações em Trabalho Temporário. Traduz uma recuperação de 45% em relação a 2020

Margarida Lopes
2 de Setembro 2021 | 16:05

O segundo trimestre do ano registou um aumento de 45% no número de colocações face ao mesmo período do ano anterior (64.047 em 2020 vs 92.847 em 2021). Os dados são do Barómetro do Trabalho Temporário relativo aos meses de Abril, Maio e Junho de 2021 realizado pela APESPE-RH – Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego e de Recursos Humanos – e o ISCTE (Instituto Universitário de Lisboa).

Apesar do crescimento em relação ao período homólogo do ano passado, ainda há uma quebra relativamente às colocações do primeiro semestre de 2021 (96.099).

O barómetro revela que o Índice do Trabalho Temporário (Índice TT) subiu em todos os meses de 2021, com excepção de Junho, mas ainda assim com um valor elevado em relação a meses anteriores (1,46). Abril, Maio e Junho revelam assim um índice superior aos períodos homólogos anteriores, já durante a pandemia.

O valor do Índice TT atingiu em Maio o valor mais elevado dos registos efectuados (1,67). Este tem vindo a subir progressivamente desde maio do ano passado, quando registou o valor mais baixo da série (0,50), com excepção de ligeira queda em Dezembro de 2020 e Junho de 2021.

Relativamente à caracterização dos trabalhadores temporários, continuou a verificar-se uma pequena descida da contratação de trabalhadoras do género feminino (44,7% em Abril e Maio e 44,2% em Junho – cerca de 45% no primeiro trimestre).

Continue a ler após a publicidade

Ao nível da distribuição etária, a percentagem de trabalhadores com menos de 30 anos continua a mais representativa: 48% em Abril e Maio e 47,8% em Junho. As restantes faixas etárias mantêm-se estáveis (entre os 30-49 anos a percentagem situa-se sempre nos 43%, enquanto que acima dos 50 anos se situa nos 9%).

O barómetro indica ainda que ensino básico mantém-se o nível de escolaridade predominante nas colocações efectuadas (67,5% em Abril, 66,9% em Maio e 66,3% em Junho). Segue-se o ensino secundário (entre 25,3% e 26,6%) e a licenciatura (aproximadamente 6%).

As empresas de “Fabricação de componentes e acessórios para veículos automóveis” continuam a ser as que mais recorreram ao trabalho temporário no segundo trimestre de 2021, mas com quebra gradual em relação ao semestre anterior (entre 16% a 14%), passando de 13% em Abril para 11,2% em Maio e 9,6% em Junho.

Continue a ler após a publicidade

As empresas de “Fornecimento de refeições para eventos e outras actividades de serviço de refeições” assumem o segundo lugar com ligeiro crescimento de Abril (5,9%) para Junho (6,8%).

Na distribuição do trabalho temporário por principais profissões, no segundo semestre de 2021 destacam-se os “Empregados de aprovisionamento, armazém, de serviços de apoio à produção e transportes” (cerca de 21%), “Outras profissões elementares” (cerca de 20%) e “Trabalhadores qualificados do fabrico de instrumentos de precisão, joalheiros, artesãos e similares” (entre 11%-12%).

Partilhar


Mais Notícias