Seis em cada 10 directores preferem que as suas equipas regressem ao trabalho presencial

Seis em cada 10 directores preferem que as suas equipas regressem ao sistema presencial no escritório, mas 73% das empresas estão a considerar permitir soluções de teletrabalho a mais colaboradores após a experiência da Covid-19. Os dados são do estudo «COVID-19 and the Future of Work» da consultora de recrutamento especializado, Robert Walters.

 

O estudo indica ainda que apenas 13% das empresas inquiridas afirmam que todos os empregados já possuem as ferramentas necessárias para trabalhar remotamente. Por outro lado, 14% das organizações não pensam implementar o teletrabalho após a pandemia em nenhuma circunstância.

Os principais impedimentos para a instituição da modalidade do teletrabalho na empresa após a Covid-19 são as preocupações relacionadas com a produtividade dos colaboradores (62%), ainda que 44% dos profissionais em Portugal considerem que a sua produtividade aumentou com o teletrabalho. E o facto de os directores preferirem o sistema tradicional de trabalho no escritório (59%), contra 96% dos profissionais que pretendem continuar a ter a opção de trabalhar remotamente, após a pandemia, já que apenas 4% preferem voltar a trabalhar full-time no escritório.

Outros impedimentos referidos pelas organizações inquiridas são a natureza do negócio (por exemplo, vendas presenciais – 43%), os recursos e infraestrutura tecnológica necessários (30%), preocupações com o bem-estar dos empregados (9%) e a dimensão do investimento (6%).

O estudo «COVID-19 and the Future of Work» mostra também que embora 14% das empresas ainda não tenha definido um plano de regresso ao escritório, das estratégias implementadas pelas organizações para apoiar o regresso dos seus colaboradores, as principais têm sido o regresso faseado com base nos riscos de saúde dos empregados (por exemplo, os funcionários mais velhos ou com doenças crónicas regressarão mais tarde) em 50% das empresas.

Já 46% das empresas tem optado pela criação de equipas de trabalho mais pequenas para limitar o contacto entre pessoas no local de trabalho. E 40% em dividir os empregados por turnos para que não se encontrem todos no escritório ao mesmo tempo.

Para algumas empresas, o regresso das suas equipas está dependente da importância da função que desempenham (39%). Outras metodologias implementadas têm sido oferecer aos empregados a possibilidade de se voluntariarem a regressar ao escritório ou alterar o horário de trabalho para evitar as deslocações dos empregados durante horas de ponta (35%).

Por outro lado, três em cada cinco organizações referem que as estratégias de regresso são adaptadas com base nas taxas de infecção e risco locais (diferentes estratégias consoante a localização do escritório).

O mesmo estudo revela que as práticas de trabalho à distância e a tecnologia utilizada em resposta ao Covid-19 fizeram com que quatro em cada 10 empresas considerasse a possibilidade de fazer uma poupança de custos futuros ao ter menos espaço de escritórios.

Já 54% das organizações referem que vão cortar custos para viagens e utilizar mais tecnologias de reuniões virtuais, e 8% planeiam aproveitar melhor as modalidades de trabalho a termo ou por projecto, assim como os benefícios da globalização para poder reduzir ou aumentar os custos associados aos seus empregados.

Por outro lado, 30% das empresas afirmam não ter analisado ainda medidas para poupança de custos futuros, e 10% referem que o vírus não fez com que a organização planeie medidas para esse efeito.

A pesquisa da Robert Walters indica que apenas 9% das empresas não realizam entrevistas em vídeo, e 24% não utilizam ferramentas de avaliação remota (isto é, ferramentas digitais de avaliação para testar habilidades específicas, características de personalidade ou encaixe cultural, por oposição a questionários tradicionais ou entrevistas presenciais). Por outro lado, 70% das empresas já realizam processos de onboarding de novos colaboradores de forma totalmente remota, sem que estes tenham de se deslocar ao escritório.

Apenas 22% dos profissionais inquiridos afirmam que os líderes da sua organização já têm boas capacidades de gestão de equipas remotas. De forma a liderar novas formas de trabalhar no futuro, os directores deverão ter mais empatia relativamente ao work-life balance dos seus empregados, e compreender que isso pode ter significados diferentes para cada um (68%).

Deverão focar-se em resultados e não no tempo passado a trabalhar (65%); ter melhor compreensão das tecnologias e do seu impacto no teletrabalho e na colaboração de equipas (58%); implementar uma comunicação virtual mais clara (vídeos, blogs, etc. – 55%); valorizar a importância da saúde mental e bem estar dos empregados (48%); e, finalmente, criar tempo para uma maior colaboração em vez de adoptar uma abordagem de trabalho hierárquica (44%).

 

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