Seis “falhas” que podem sabotar qualquer entrevista de emprego. Evite-as (a todo o custo) se quer causar boa impressão

Quer conseguir aquela vaga de emprego? Então trabalhe a capacidade de ser apreciado. Segundo a Fast Company, são vários os estudos que provam que ser agradável é tão ou mais importante do que os requisitos que preenche numa potencial função.

 

Ser agradável não é uma qualidade inerente, mas pode ser desenvolvida. Enquanto candidato a um emprego, pode (e deve) aprender a ser apreciado. E não se trata apenas de ser “porreiro”, “charmoso” ou “amigável”. Ser agradável envolve saber que há certas qualidades que devem ser abandonadas.

Estas são as seis “falhas” a evitar, que podem condicionar as suas hipóteses de ter êxito numa próxima entrevista.

Ser convencido

Ao candidatar-se a uma vaga de emprego, quer “vender-se” da melhor forma, mas isso não significa exagerar e alegar ter todas as competências do mundo. «Alguns candidatos enviam currículos com uma lista interminável de competências, que só se vêem nos super-heróis», revela Miranda Kalinowski, chefe de recrutamento global da Meta.

Seja honesto sobre os requisitos que realmente preenche. Pense numa ou duas qualidades que o definem e exemplifique-as com boas histórias e casos específicos.

Se focar a sua conversa em algumas qualidades reais, o recrutador sentirá que está realmente a conhecê-lo, em vez de ouvir uma história inventada sobre como é um profissional fantástico. Será muito mais apreciado se for realista e honesto.

 

Ser egocêntrico

Se quer ser apreciado, é importante não se concentrar em si mesmo. De acordo com um estudo de Harvard, normalmente as pessoas gastam 60% das suas conversas a falar sobre si próprias. E quando não estão a falar sobre si, estão a pensar no que dizer sobre elas mesmas.

É compreensível que os candidatos queiram dar-se a conhecer e partilhar as suas histórias. Mas numa entrevista, vai querer passar mais tempo a fazer perguntas e falar sobre a empresa e com a pessoa que a representa do que “despejar” os seus feitos e qualidades. Na verdade, de acordo com um especialista, os entrevistadores ficam mais impressionados com as perguntas que os candidatos fazem do que com a tradicional autopromoção.

Por isso, vá preparado para fazer perguntas bem pensadas. Esse foco no seu interlocutor e o seu interesse nas suas opiniões serão apreciados e também mostrará que sabe ouvir e consegue construir ligação com os outros. Esta é uma competência importante para qualquer candidato.

 

Ser arrogante

Enquanto candidato quer projectar confiança, porém se for em excesso a sua capacidade de ser apreciado diminuirá. Não quer assumir que é o melhor candidato para aquela função ou que conseguiu a vaga mesmo antes de lhe terem dito que foi contratado. Essa atitude convencida pode ser desmotivadora.

Por isso, tenha cuidado com a sua linguagem. Fale com um toque de modéstia. Prefira «Acredito que seria capaz de lidar com as responsabilidades da função», em vez de «Sei que me excederia neste trabalho» ou «Tenho tudo o que estão à procura». Além disso, não fale sobre ser o melhor candidato para o trabalho, até porque não conhece os restantes. No final da entrevista, despeça-se com «Agradeço o seu tempo e fico a aguardar o seu feedback» e não com «Quando começo?».

Resumindo, deixe a decisão para o recrutador e não tente assumir o papel do especialista.

 

Ser distante

Os candidatos podem ficar nervosos e, por vezes, isso significa que se fecham, o que irá prejudicar a capacidade de serem apreciados. O recrutador ficará com a sensação de que o candidato não está disposto a partilhar ou que está distante.

«Se eu perguntar a um candidato, “Qual é a sua área de especialização?” e ele responder “computação”; e então eu pergunto: “Que competências específicas tem nessa área?” e me responder “software”, fico muito desanimada com estas respostas curtas», revelou uma especialista em recrutamento. «É como se existisse uma parede e as pessoas não estão a deixar-me ver quem realmente são.»

Ao falar com um recrutador, evite respostas curtas e secas e prefira respostas que dêem a conhecer o seu verdadeiro “eu”.

 

Ser demasiado informal

Os candidatos podem prejudicar a sua capacidade de serem apreciados se forem muito informais. Nenhum recrutador quer entrevistar alguém que tenha uma atitude demasiado relaxada.

Uma forma de evitar isso é mostrar respeito: chegue a horas; agradeça ao recrutador pelo seu tempo; e certifique-se de enviar uma nota de agradecimento após a entrevista. Outra maneira de evitar ser muito informal é vestir-se profissionalmente, pois mostra que leva a entrevista a sério. Mesmo que a entrevista seja para uma empresa criativa, vista-se bem.

Tenha atenção, também, à linguagem para que não seja excessivamente informal. Apesar de a comunicação em algumas empresas ser mais “descontraída”, durante a jornada de procura de emprego deve evitar essa linguagem. Mesmo na troca de emails, deve adoptar um tom profissional.

 

Interpretar mal o intelocutor

Por último, verifique que consegue “ler” bem o seu público e evite dizer coisas que possam melindrar o recrutador.

Imagine que está à procura da melhor vaga e diz ao entrevistador que tem outras opções, com melhores salários. Esse comentário será um factor desmotivador e as hipóteses de ser apreciado diminuirão consideravelmente. «Não gosto quando os candidatos andam “às compras” de vagas. Fazem isso porque estão a tentar conseguir mais dinheiro, mas essa atitude pode significar que serão os primeiros a sair se os contratarmos. Não são um bom investimento», refere um recrutador.

Lembre-se de que deve ser sensível aos objectivos e valores de seu potencial empregador.

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