Semana de quatro dias: como endereçar os desafios de confiança e horários

Há cada vez mais empresas a adoptarem a semana de trabalho de quatro dias. Neste sentido, o Landing.Jobs revela os aspectos que devem ter em conta para serem bem-sucedidos.

Margarida Lopes
31 de Agosto 2026 | 11:50
Semana de quatro dias: como endereçar os desafios de confiança e horários

Há três que coisas que nem sempre são tidas em conta quando as empresas adoptam a semana de quatro dia:

Escolha a Human Resources como fonte preferida no Google Escolher ›

A primeira é a confiança: quando as empresas anunciam uma semana de trabalho mais curta, a reacção imediata de muitos trabalhadores é assumir que a seguir virá um corte salarial. As empresas que antecipam essa preocupação, comunicando de forma clara e consistente que a remuneração se mantém, conseguem implementar o modelo muito mais rapidamente do que aquelas que deixam essa questão por esclarecer.

A segunda é a gestão dos horários: quando os dias de folga não são fixados para toda a empresa — uma opção comum, já que atribuir a sexta-feira a todos pode significar encerrar a atividade durante três dias consecutivos —, as reuniões começam a colidir com os calendários das equipas. Esta sobreposição, por mais desconfortável que possa parecer, tende a obrigar a colocar uma questão útil: que reuniões exigem realmente a presença de todos e quais podem dispensá-la?

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

A terceira é a visibilidade: sem uma forma partilhada de acompanhar quem está de folga e em que dias, as equipas perdem rapidamente a noção de quem está disponível. Pequenas dúvidas podem transformar-se em falhas de comunicação e problemas nas passagens de trabalho entre colegas.

Por isso, antes de anunciar internamente a mudança a Landing.Jobs aconselha as empresas que vão implementar este modelo a ter estas questões bem definidas:

1. Uma resposta clara sobre a remuneração. Parta do princípio de que esta será uma das primeiras questões colocadas, mesmo antes de a política ter sido totalmente explicada.

Continue a ler após a publicidade

2. Uma decisão sobre a distribuição dos dias de folga (fixos ou flexíveis) e sobre o que essa opção implica para a cobertura e a continuidade do trabalho.

3. Visibilidade sobre quem está de folga e quando, utilizando a solução que melhor se adapte às ferramentas já existentes na organização.

Continue a ler após a publicidade

4. Uma revisão das reuniões: perceber quais exigem realmente a presença de todos e quais podem passar para formatos assíncronos ou contar com um número mais reduzido de participantes.

Continue a ler após a publicidade

5. Um plano para as passagens de trabalho, para garantir que o dia de folga de um colega não se transforma num constrangimento para toda a equipa.

Partilhar


Mais Notícias