Será que o pesadelo começa a tornar-se realidade? Esta empresa parou de contratar pessoas e está a “contratar” sistemas

Human Resources
18 de Dezembro 2023 | 21:05
Será que o pesadelo começa a tornar-se realidade? Esta empresa parou de contratar pessoas e está a “contratar” sistemas

A tecnologia sempre afectou, de alguma forma, os postos de trabalho, mas a IA esconde um problema mais grave. Uma empresa sueca deixou de contratar profissionais para contratar sistemas, avança o El economista.

Escolha a Human Resources como fonte preferida no Google Escolher ›

 

Embora os constantes avanços da Inteligência Artificial (IA) sejam motivo de celebração, pois significam novas possibilidades para os seus utilizadores, há também um lado negativo no rápido avanço destes sistemas inteligentes.

Além dos receios gerados em torno da IA, ​​nomeadamente a “ameaça à humanidade”, surgem outros problemas com o rápido desenvolvimento desta tecnologia.

Continue a ler após a publicidade

Entre eles, o medo de muitas pessoas serem substituídas por uma máquina no seu trabalho. E embora os avanços tecnológicos já estejam a afectar alguns empregos, por exemplo, o desaparecimento de profissionais de call centers, a IA está a levar este tema a um passo à frente.

Isto porque as capacidades destes sistemas são infinitamente superiores às de qualquer outra tecnologia desenvolvida até agora, o que significa que podem fazer cada vez mais coisas e de forma mais eficiente e eficaz, sem um salário pelo meio, o que a torna uma opção muito atractiva para as empresas.

Claro que o tema não é novo, mas sempre foi olhado como um problema do futuro. Porém, agora esse pesadelo começa a tornar-se realidade, pois há empresas que já estão a aderir à ideia de parar de contratar pessoas para contratar sistemas.

A informação foi confirmada pelo CEO da Klarna, banco sueco que oferece serviços financeiros online, Sebastian Siemiatkowski, em entrevista ao jornal inglês “The Telegraph”. «Trabalhos que antes levavam muito tempo podem ser feitos muito mais rapidamente e em menos tempo, e precisamos de menos pessoas para fazer a mesma coisa. Por isso, a coisa certa a fazer é: “não vamos contratar agora, vamos ver como isto vai evoluir”.»

Continue a ler após a publicidade

Em Maio deste ano, a Klarna despediu 10% do seu pessoal devido ao abrandamento que afectou o sector tecnológico e, embora tenha garantido que a empresa não pretende despedir mais colaboradores, também afirmou que espera que o tamanho da empresa diminua com o tempo.

«Actualmente não estamos a contratar ninguém, a não ser engenheiros», afirma o CEO, e pela forma como a tecnologia está a evoluir, parece que esta tendência vai começar a espalhar-se no sector, tornando-se um problema grave que governos, empresas e sociedades terão de resolver.

Partilhar


Mais Notícias