O estudo “Novos Modelos de Trabalho – Empresas e Colaboradores em Portugal” da JLL e a AON revela mais de metade dos colaboradores (65%) consideram que a existência de políticas de trabalho flexível tem «muita importância» na sua decisão de mudar de emprego.
Cerca de 37% afirmam que recusariam ofertas de emprego em empresas sem políticas de trabalho flexíveis, mesmo que as condições salariais fossem melhores.
O mesmo estudo mostra que 90% das empresas oferecem medidas de flexibilidade no trabalho, sendo que 89% incluem flexibilidade de horário, o que demonstra uma tendência de adaptação a novos modelos de trabalho.
Em 30% das empresas analisadas, as políticas flexíveis de trabalho aplicam-se à totalidade dos colaboradores. Os dados do estudo revelam que os Novos Modelos de Trabalho têm um impacto positivo, especialmente no que diz respeito ao equilíbrio entre a vida profissional e pessoal dos colaboradores, bem como ao recrutamento e retenção de talentos nas empresas.
A maioria das empresas (99%) sentem que as expectativas dos colaboradores foram satisfeitas em relação à oferta de medidas de flexibilidade, indicando um bom alinhamento entre as necessidades dos colaboradores e as políticas implementadas.
Apesar da implementação de medidas de trabalho remoto, 95% das empresas acreditam que o escritório continuará a ser importante para seu futuro e 72% consideram que o seu escritório está preparado para Novos Modelos de Trabalho.
No entanto, 60% das empresas preveem alterar a configuração ou relocalizar os seus escritórios nos próximos cinco anos, reflectindo uma procura por ambientes de trabalho mais adaptáveis e eficientes.
Entre as melhorias sugeridas pelos colaboradores estão o foco no aumento do work-life balance, a implementação da semana de quatro dias de trabalho e aumento da flexibilidade, tanto no local de trabalho como nos horários.
Este estudo conclui que 66% dos colaboradores sentem-se mais produtivos com os novos modelos de trabalho, indicando que a flexibilidade pode contribuir para um aumento da eficiência.
Neste estudo, participaram mais de 200 empresas que operam no mercado nacional, com representação de 80% do PSI-20, sendo que 70% delas são multinacionais. Essas empresas pertencem a 17 sectores de actividade diferentes. Além disso, foi constatado que 58% das empresas têm mais de 300 colaboradores.














