Em 2023, Portugal vai contar com 2054 vagas para formação médica especializada, o maior de sempre, representando um crescimento de 115 vagas (+6%) face a 2022, quando foram abertas 1939 vagas, segundo comunicado do gabinete no ministro da Saúde.
Este reforço de recursos humanos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), compromisso assumido pelo Ministério da Saúde e das instituições parceiras na formação de médicos especialistas, terá impactos directos no acesso dos cidadãos a cuidados de qualidade e diferenciados.
A especialidade de Medicina Geral e Familiar é a área com maior número de vagas, 574, traduzindo o compromisso político de dar uma equipa de família a todos os portugueses. O acréscimo de 53 vagas (+10%) em relação a 2022 constitui o maior número de vagas de sempre nesta especialidade central para o sistema de saúde, com destaque para a abertura de 200 vagas para formar futuros médicos de família na região de Lisboa e Vale do Tejo.
No concurso deste ano, que diz respeito aos internos que iniciarão a sua formação especializada a 1 de Janeiro de 2023, o crescimento de vagas é significativo em diversas especialidades, como a de Anestesiologia – com 85 vagas – que regista um aumento de 5 vagas (+6,3%) face a 2022.
Já a de Ginecologia/Obstetrícia conta com 54 vagas, mais 6 (+12,5%), contingente que não era tão elevado desde 2010. Há ainda 70 vagas para formar especialistas em Medicina Intensiva (+23%) e 38 vagas para Radiologia (+22,6%).
Para o concurso de 2023, 1.819 são candidatos pela primeira vez num total de 2.343 médicos inscritos, por estarem a terminar o ano de formação geral, o que significa que existem vagas para todos os médicos que se formaram recentemente no país.
A elaboração do mapa de vagas resulta de um trabalho intenso da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), em cooperação com a Ordem dos Médicos.














