O estudo “Women in the Workplace 2015”, realizado pela LeanIn.Org e McKinsey & Co., revela que os avanços em matéria de igualdade de género no trabalho vão manter-se ao ritmo actual e que será preciso pelo menos um século para o número de mulheres nos cargos de topo ser igual ao dos homens.
Num artigo publicado no Wall Street Journal, Sheryl Sandber, fundadora da LeanIn.Org, sublinha que as mulheres enfrentam mais obstáculos na progressão de carreira e têm menos probabilidade de chegar a posições de liderança. Isto acontece não só por culpa da forma como o mundo empresarial se organiza, mas também porque as próprias executivas se revelam menos interessadas em chegar ao topo das empresas do que os colegas masculinos, concluiu a pesquisa. Mesmo as inquiridas sem filhos mostraram-se menos interessadas na liderança, alegando o stress e a pressão inerentes as cargos mais altos como a principal preocupação.
Sheryl Sandber avança com outra possível explicação para esta diferença ao nível da ambição profissional, considerando que o caminho para posições de liderança é desproporcionalmente stressante para as mulheres. Enquanto estas são apelidadas de “mandonas” quando manifestam capacidade de liderança, os homens são encorajados nesse sentido. Para mudar esta tendência, o estudo sugere que é preciso alterar o desconforto da sociedade quanto à liderança do feminino.
O estudo “Women in the Workplace 2015” analisou um total de 118 empresas, envolvendo 30 mil colaboradores, para avaliar a posição das mulheres no mundo empresarial norte-americano.














