Só daqui a 100 anos haverá igualdade de género na liderança

Flávia Brito
6 de Outubro 2015 | 11:00
Só daqui a 100 anos haverá igualdade de género na liderança

O estudo “Women in the Workplace 2015”, realizado pela LeanIn.Org e McKinsey & Co., revela que os avanços em matéria de igualdade de género no trabalho vão manter-se ao ritmo actual e que será preciso pelo menos um século para o número de mulheres nos cargos de topo ser igual ao dos homens.

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Num artigo publicado no Wall Street Journal, Sheryl Sandber, fundadora da LeanIn.Org, sublinha que as mulheres enfrentam mais obstáculos na progressão de carreira e têm menos probabilidade de chegar a posições de liderança. Isto acontece não só por culpa da forma como o mundo empresarial se organiza, mas também porque as próprias executivas se revelam menos interessadas em chegar ao topo das empresas do que os colegas masculinos, concluiu a pesquisa. Mesmo as inquiridas sem filhos mostraram-se menos interessadas na liderança, alegando o stress e a pressão inerentes as cargos mais altos como a principal preocupação.

Sheryl Sandber avança com outra possível explicação para esta diferença ao nível da ambição profissional, considerando que o caminho para posições de liderança é desproporcionalmente stressante para as mulheres. Enquanto estas são apelidadas de “mandonas” quando manifestam capacidade de liderança, os homens são encorajados nesse sentido. Para mudar esta tendência, o estudo sugere que é preciso alterar o desconforto da sociedade quanto à liderança do feminino.

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O estudo “Women in the Workplace 2015” analisou um total de 118 empresas, envolvendo 30 mil colaboradores, para avaliar a posição das mulheres no mundo empresarial norte-americano.

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