Startups mudam tecido empresarial português

Titiana Barroso
8 de Novembro 2017 | 09:18
Startups mudam tecido empresarial português

De acordo com a Informa D&B, as startups estão a mudar o quadro empresarial português. O tecido empresarial do país está mais jovem, com empresas mais pequenas, mas mais exportadoras. Só no período de um ano, foram criadas mil empresas tecnológicas, e criam cada vez mais emprego. 

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A Informa D&B traçou a evolução das novas empresas nos últimos 10 anos (2007-2016) em Portugal, e desde 2008 que estas apresentam um perfil mais exportador, sendo 2015 o ano em que empresas que exportam no primeiro ano de vida (11,6%) ultrapassou pela primeira vez a percentagem de empresas que vendem para o estrangeiro em todo o tecido empresarial (11,1%). Para estas startups exportadoras, os mercados externos representam mais de metade da sua facturação.

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Entre 2007 e 2014, as startups foram responsáveis por quase um quinto do emprego criado no tecido empresarial. Se às startups acrescentarmos as empresas até aos cinco anos de idade, a percentagem sobe para os 46%. Em 2015, quase um terço das empresas nacionais tinha até cinco anos de idade. Estas empresas são o segundo grupo mais relevante em número de empresas e contribuíram, em 2015, com 9,1% do volume de negócios e com 16% do emprego do universo empresarial.

Os serviços e o retalho continuam a ser os sectores onde nascem mais empresas. O alojamento e restauração passa do quinto para o terceiro lugar entre os sectores onde nascem mais empresas. Os sectores com maiores crescimentos em número de constituições de empresas foram a agricultura, pecuária, pesca e caça, telecomunicações e alojamento e restauração. Em 2016, as actividades imobiliárias destacaram-se pelo crescimento no número de constituições.

Mais de mil empresas tecnológicas criadas em 12 meses

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Pela primeira vez no tecido empresarial português foram constituídas mais de mil novas empresas tecnológicas (1032) num período de 12 meses (Abril’16-Mar’17). Nos últimos anos aumentou significativamente o número de iniciativas neste sector, duplicando o número de nascimentos de empresas na última década.

Entre Abril de 2016 e Março de 2017, as actividades de consultoria informática e as actividades de programação informática destacam-se de todas as outras, respectivamente com 401 e 358 novas, representando 39% e 35% do total das empresas tecnológicas criadas nesse período. O conjunto total das tecnológicas facturou em 2015 mais de 3,2 mil milhões de euros, empregando quase 44 mil pessoas. Nesse ano, estavam registadas e com actividade comercial 5318 empresas.

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Depois de ter sido ultrapassada pelo Porto em 2008, a região de Lisboa volta a ser região mais empreendedora, com 37% das novas empresas em 2016, face aos 32,9% da região Norte.

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Sobreviver ao primeiro ano

É no primeiro ano que mais startups ficam pelo caminho. Cerca de dois terços das empresas sobrevivem ao primeiro ano de actividade, mais de metade (53%) ultrapassam o terceiro ano e 42% atingem a idade adulta. No oitavo ano de actividade, apenas um terço das empresas mantém actividade.

É nos primeiros anos que as startups demonstram mais crescimento, com um aumento de cerca de 139% no volume de negócios, triplicando após dois anos e sendo cinco vezes maior no oitavo ano. O número de empregados aumenta, em média, 35% no primeiro ano, duplicando apenas oito anos depois do começo da empresa.

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Entre 2007 e 2016, foram constituídas 347 272 empresas e outras organizações, o que representa uma média anual de quase 35 mil, das quais 97% são empresas. Em 2016, foram criadas 37 248 empresas e outras organizações em Portugal, menos 1,9% face a 2015, mas mantendo-se acima dos 37 mil.

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