Stress no Trabalho: há três sectores que se destacam pelos níveis elevados

De acordo com os dados do Global Talent Barometer 2026, do ManpowerGroup, os níveis de stress elevado no dia-a-dia são transversais à maioria dos sectores, mas tornam-se evidentes em áreas marcadas por maior exigência operacional, pressão por resultados e ritmos acelerados de transformação.

Margarida Lopes
3 de Junho 2026 | 12:50
O sector de Energia & Utilities surge como o mais pressionado, com 55% dos trabalhadores a reportarem níveis elevados de stress diário, seguido de Tecnologias de Informação (53%) e Finanças & Imobiliário (51%), todos acima da média global (49%).
Ao nível das funções, os profissionais em cargos de liderança sénior surgem entre os mais afectados pela deterioração do bem-estar, com 59% a reportarem níveis moderados a elevados de stress diário. Já no caso dos trabalhadores individuais, o cenário inverte-se, com menos de metade (46%) a referir níveis elevados de stress. Este é um factor que afecta de forma significativa a experiência de talento, com impacto na satisfação e fidelização à empresa actual.
O estudo revela, assim, que são as lideranças que registam os níveis mais baixos de satisfação no trabalho atual, com 41%, contra 61% dos colaboradores individuais. Também ao nível da percepção de segurança no emprego, é observável o mesmo desvio (47% vs. 71%), evidenciando a pressão e a incerteza sentido actualmente nos níveis mais elevados de liderança.
Os dados mostram que o desafio das organizações deixou de ser apenas tecnológico. À medida que a transformação acelera, a capacidade de proteger o bem-estar, desenvolver competências e reforçar a flexibilidade dos modelos de trabalho será determinante para garantir produtividade, retenção e competitividade. O estudo reforça, assim, que a capacidade das organizações para equilibrar transformação tecnológica e sustentabilidade do talento será decisiva para enfrentar os desafios do futuro do trabalho.
O estudo Talent Barometer 2026 é uma ferramenta que mede o bem-estar e a satisfação profissional dos trabalhadores com base em 12 indicadores-chave, agrupados em três índices: Bem-Estar, Satisfação no Trabalho e Confiança. A pesquisa envolveu 13.918 trabalhadores a nível global, em 19 países.
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