Subida histórica nos empréstimos habitacionais em Portugal em Julho

O stock de empréstimos para habitação atingiu, em Julho, 118.021 milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 11%, a mais alta desde Fevereiro de 2003, divulgou o Banco de Portugal (BdP).

Human Resources com Lusa
31 de Agosto 2026 | 19:20
Subida histórica nos empréstimos habitacionais em Portugal em Julho

No total, são mais 11.697 milhões de euros em empréstimos para a habitação que um ano antes e mais 1.223 milhões de euros que em Junho, segundo os dados do regulador.

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A taxa de variação anual verificada neste tipo de empréstimos foi superior à registada para o montante total de empréstimos concedidos a particulares, que registou uma variação anual de 10,6%, chegando aos 153.522 milhões de euros.

Para consumo e outros fins, o valor no final de Julho totalizava 35.500 milhões de euros, numa subida em cadeia de 177 milhões de euros e uma taxa de variação anual de 9,4%.

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Já entre as empresas, o stock de empréstimos somava 77.985 milhões de euros, num crescimento de 438 milhões de euros face a Junho e uma taxa de variação anual de 6,2%, acima dos 5,8% no mês anterior.

De acordo com o BdP, os empréstimos continuaram a crescer em termos homólogos de forma transversal para empresas de todas as dimensões.

No caso das microempresas e as médias empresas, em Julho foi registada uma taxa de variação anual de 12,2% e 2,5%, respectivamente, contra 11,7% e 1,5% em Junho. Já nas grandes empresas, esta taxa manteve-se em 0,7%, enquanto nas pequenas empresas houve uma desaceleração de 7,5% em Junho para 7,4% em Julho.

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Os sectores da construção e actividades imobiliárias e indústrias e electricidade cresceram, face ao período homólogo, 12,0% e 2,3%.

Já o crédito ao sector do comércio, transportes e alojamento teve uma taxa de variação anual de 5,0%, acima dos 4,8% em Junho.

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Em termos homólogos, o crédito ao alojamento e restauração e ao comércio subiu 5,3% e 6,7%, respectivamente, enquanto o crédito ao sector dos transportes e armazenagem recuou 0,9%.

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Quanto aos depósitos, o stock de particulares cresceu 1.453 milhões de euros face a Junho e chegou a 206.781 milhões de euros, atingindo uma taxa de variação anual de 4,5% (abaixo dos 4,8% em Junho).

Para a subida em cadeia contribuiu, principalmente, a subida de 1.475 milhões de euros nas responsabilidades à vista, enquanto os depósitos a prazo recuaram 22 milhões de euros.

Do lado das empresas, o stock nos bancos residentes desceu 559 milhões de euros em cadeia e a taxa de variação anual foi de 11,5% – também abaixo dos 12,7% em Junho –, tendo atingido cerca de 78.530 milhões de euros.

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